Dívida de drogas com facção motivou assassinato de jovem em frente à tabacaria no Dom Pedro
Manaus/AM – Moacir André Sacramento Filho, de 34 anos, e Vinícius Protázio dos Anjos, de 21, foram presos suspeitos de assassinar Yhan Pereira Nascimento, também de 21 anos, em frente a uma tabacaria no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus, na noite da última segunda-feira (3).
Segundo a polícia, Vinícius foi o autor dos disparos, enquanto Moacir, motorista de aplicativo, utilizou seu carro de trabalho para levar o atirador ao local e facilitar sua fuga. Durante as investigações, a polícia descobriu que tanto Yhan quanto os suspeitos eram membros de uma facção criminosa e que a vítima caiu em uma armadilha.
“Eles armaram uma emboscada. A vítima foi atraída ao local e, quando chegou, os atiradores dispararam de dentro do próprio veículo, colocando em risco outros clientes e funcionários do estabelecimento comercial que estava em funcionamento”, afirmou a delegada Marília Campelo.
O delegado Ricardo Cunha revelou a motivação do crime: “Esse indivíduo foi ‘decretado’ por estar devendo à facção”.
Moacir foi preso na terça-feira (4), enquanto dirigia pela Avenida Desembargador João Machado, no bairro Alvorada. Ele relatou que recebeu R$ 200 para participar da ação, mas alegou não saber que Yhan seria assassinado.
“Moacir André Sacramento afirma que foi chamado apenas para participar de uma extorsão mediante sequestro. Ele recebeu R$ 200 de Vinícius Protázio, um dos atiradores, e achou pouco para realizar o sequestro da vítima”, disse a delegada.
Marília também confirmou que Vinícius foi preso após Moacir revelar sua localização. Vinícius confessou o crime com riqueza de detalhes. “Ele confessou o crime, a premeditação, e disse que estudou a rotina da vítima. Naquela noite, decidiram executar o plano em uma avenida movimentada.”
Além de Moacir e Vinícius, um terceiro homem também estava no carro e participou do ataque, mas segue foragido. O secretário de Segurança do Estado, Vinícius Almeida, destacou que Moacir já tinha um mandado de prisão por roubo, mesmo assim trabalhava normalmente como motorista de aplicativo e continuava cometendo crimes.
“Ele já tinha uma condenação por roubo. Muitas vezes, tiramos esses elementos de circulação e parece que não há tanta importância. Mas veja: ele era foragido por roubo e agora, como se fosse um crime comum, participa de um homicídio. Daí a importância do paredão facial, que está retirando diariamente esses indivíduos das ruas, para que possamos evitar crimes como esse que ocorreu na cidade.”
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