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Ingleses começam a produzir motos em Manaus

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A  inglesa Triumph anunciou o início da venda de motos modelos premium, produzidos em Manaus. O grupo investiu R$ 19 milhões na unidade fabril, a décima no mundo. Serão produzidos três modelos - a Boneville T100, que custa R$ 29,9 mil, a Speed Triple (R$ 42,9 mil) e a Tiger 800XC (R$ 39,9 mil). Outros três serão importados.

O segmento premium é formado por motos acima de 500 cm³ e preços na casa dos R$ 30 mil. De janeiro a setembro, vendeu 33,4 mil unidades, ante 28,7 mil em 2011, segundo a Associação Brasileira das Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo).

No fim de outubro a Ducati anunciou que produzirá modelos da marca italiana (com preços em torno de R$ 80 mil) em Manaus, numa parceria com a Dafra, que também é responsável pela montagem das motos da alemã BMW.

Além dos modelos próprios, a BMW iniciou neste mês a importação de motos de sua coligada Husqvarna. Outra parceria recente é a da Bramont com a italiana Benelli para a produção de modelos a partir de 600 cm³ na Zona Franca.

A Triumph não quis terceirizar sua produção e assumiu a montagem local. A empresa terá no País um centro de peças e logística em Louveira (SP) e um centro de treinamento e escritório em São Paulo.

Inicialmente, serão apenas oito revendas. A primeira será inaugurada na capital paulista no sábado. As demais iniciam operações a partir de 2013 em Porto Alegre (RS), Ribeirão Preto e Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Curitiba (PR). Até 2014, serão abertas mais quatro lojas. "Queremos poucas e boas concessionárias, com bons grupos", disse o gerente geral da Triumph Motorcycle Brazil, Marcelo Silva.

Segundo ele, a companhia tem planos de vender, no longo prazo, 4 mil unidades por ano e fazer do Brasil o quinto maior mercado da marca, atrás dos EUA, Inglaterra, França e Alemanha. "Neste ano esperamos vender 200 unidades e atingir 2 mil em todo o ano de 2013", disse Silva.

Antes mesmo de serem lançadas, segundo a empresa, as motos têm fila de espera de três meses. O diretor global de vendas e marketing da Triumph, Paul Stroud, disse que a chegada da marca passou por "compreensão do processo de homologação dos modelos, da legislação e da dinâmica do mercado, como ocorre em todo mundo", disse. "Talvez no Brasil seja mais acentuado esse processo."

Segundo José Eduardo Gonçalves, da Abraciclo, as vendas totais deste ano devem chegar a 1,65 milhão de motos, 290 mil a menos que em 2011. Modelos populares respondem por 85% dos negócios. Só em setembro o setor conseguiu aprovação pelo governo de medidas para destravar o crédito. "Já notamos reação nesse último trimestre; o mercado parou de cair."


Com informações de O Estado de São Paulo

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