Justiça suspende salários e afasta PMs acusados de chacina na AM-010 em Manaus
Manaus/AM - A Justiça do Amazonas determinou a suspensão dos salários e o afastamento das funções dos 14 policiais militares acusados de uma chacina que deixou quatro mortos em Manaus, em dezembro de 2022.
A decisão, assinada pelo juiz de direito Lucas Couto Bezerra, que responde pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, atende a um pedido do Ministério Público do Amazonas (MPAM).
Além da suspensão dos salários e do afastamento das funções, o juiz também determinou o recolhimento dos armamentos e materiais bélicos institucionais, das carteiras de identidade dos policiais militares, dos fardamentos, dos portes de armas institucionais e o bloqueio e cancelamento de Serviços Extra Gratificado (SEG).
A decisão já foi comunicada ao Comando Geral da Polícia Militar do Amazonas no dia 13 deste mês, mas só foi divulgada no Diário Oficial do Estado nesta semana.
Os 14 policiais militares acusados da chacina são:
Tenente Thiago Silva Paz de Almeida
Sargento Charlys Mayzanyel da Ressurreição Braga
PM Charly Mota Fernandes
Sargento Jonan Costa de Sena
Sargento Raimundo Nonato do Nascimento Torquato
Cabo Jose Vandro Carioca Franco
PM Tharle Coelho Mendes Bruce
PM Diego Bentes Bruce
Cabo Stanley Ferreira Cavalcante
Cabo Anderson Pereira de Souz
Cabo Maykon Horara Feitoza Monteiro
Soldado Weverton Lucas Souza de Oliveira
Soldado Marcos Miller Jordão dos Santos
Soldado Dionathan Sarailton de Oliveira Costa
Relembre o caso
Os policiais militares são investigados por envolvimento na chacina que matou os irmãos Diego Máximo Gemaque e Lilian Daiane Máximo Gemaque, que tinham 33 e 31 anos, e o casal Alexandre do Nascimento Melo e Valéria Luciana Pacheco da Silva, que tinham de 29 e 22 anos. As vítimas foram encontradas mortas dentro de um carro no dia 22 de dezembro de 2022.
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