Moraes veta eletrônicos e exige autorização judicial para visitas de filhos de Bolsonaro em hospital
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (23/12) a internação e a realização de dois procedimentos cirúrgicos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Atualmente custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Bolsonaro deverá ser operado na próxima quinta-feira (25/12), dia de Natal.
A decisão estabelece diretrizes rigorosas para o deslocamento e a permanência do ex-presidente no Hospital DF Star. O transporte deve ser realizado de forma "discreta", com desembarque obrigatório pelas garagens da unidade de saúde.
A Polícia Federal (PF) será responsável pela vigilância 24 horas, mantendo equipes de prontidão dentro e fora do hospital, incluindo pelo menos dois agentes fixos na porta do quarto. Entre as restrições impostas pelo ministro, destacam-se:
Vedação tecnológica: É proibida a entrada de celulares ou computadores no quarto, com exceção de equipamentos estritamente médicos.
Restrição de visitas: A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi autorizada a permanecer como acompanhante. Visitas de outros familiares, como os filhos Flávio e Carlos Bolsonaro, dependem de prévia autorização judicial.
Bolsonaro será submetido a uma cirurgia para correção de duas hérnias inguinais e a um bloqueio anestésico do nervo frênico, visando tratar crises crônicas de soluço. A decisão atende a um pedido da defesa, que apresentou laudos confirmados por perícia da Polícia Federal e contou com o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O ex-presidente deve ser internado nesta quarta-feira (24/12) para os preparativos pré-operatórios. O período de recuperação no hospital será monitorado pela PF, que deverá garantir a segurança do custodiado e das instalações hospitalares durante toda a estadia.
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