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Entregador tem AVC e morre após ser ignorado por empresa, Uber e Samu

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Foto: Arquivo Pessoal

O entregador do aplicativo Rappi morreu após sofrer um AVC durante uma entrega em Perdizes, em São Paulo. O caso ocorreu no sábado e Thiago de Jesus Dias, de 33 anos, morre nessa segunda-feira (8), mas o caso só ganhou repercussão hoje.

Thiago passou mal na porta da cliente onde estava indo fazer a entrega do pedido quando começou a vomitar e a relatar fortes dores de cabeça. A cliente ligou do telefone do entregador para a empresa, mas a atendente da Rappi pediu apenas para que a pessoa desse baixa no pedido para que os próximos clientes fossem avisados sobre a demora da entrega.

"Entramos em contato com a Rappi que, sem qualquer sensibilidade, nos pediu para que déssemos baixa no pedido para que eles conseguissem avisar os próximos clientes que não receberiam seus produtos no horário previsto", contou a cliente,  a advogada Ana Luísa Pinto ao G1 SP.

Após a atitude da empresa, onde Thiago trabalhava há 2 anos, o Samu foi acionado duas vezes, mas nenhuma ambulância apareceu no local. Um motorista do Uber também foi solicitado, mas recusou a corrida por Thiago está sujo por ter vomitado e urinado em si mesmo enquanto passava mal, contou a irmã da vítima, Daiane de Jesus Dias.

Após quase duas horas, Thiago foi socorrido por amigos e levado para o Hospital das Clínicas, onde teve morte encefálica dois dias depois.

A Rappi lamentou a morte do entregador e disse estar melhorando o aplicativo: "A empresa está desenvolvendo um botão de emergência, que estará disponível dentro do aplicativo dos entregadores, por meio do qual os mesmos poderão optar por acionar diretamente o suporte telefônico da Rappi - que contará com equipe especializada - ou as autoridades competentes (caso se deparem com situações relacionadas à saúde ou segurança)", informaram.

Secretaria Municipal da Saúde informou que: "O caso foi registrado como dor de cabeça e classificado com prioridade média, recebendo o acompanhamento pela central até ser cancelado com a informação de que o paciente foi removido em automóvel particular".

Mas a advogada que fez a ligação rebate dizendo que falou da gravidade da situação ao acionar o Samu. "O Thiago desmaiou. Parecia que ele estava tendo uma convulsão, seu corpo e membros todos rígidos e sua respiração bastante dificultada, fazia bastante barulho. Viramos ele de lado para que ele não se engasgasse e disparamos mais ligações para o Samu e Bombeiros. Fizemos todos os testes que nos orientaram pelo telefone e enfatizamos diversas vezes a urgência do caso", disse Ana Luísa à publicação.

A Uber não se manifestou sobre a recusa do motorista.

 

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