Saiba quais são os 10 bairros de Manaus com mais registros de animais peçonhentos
Manaus/AM- Com a chegada do inverno amazônico, a Prefeitura de Manaus, via Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), acendeu o sinal de alerta para o aumento de incidentes com animais peçonhentos. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) revelam que a capital já soma 398 notificações, com destaque para ataques de serpentes (120), escorpiões (113) e aranhas (107).
A zona Norte e as áreas periféricas ou rurais da capital concentram o maior volume de casos. O bairro Cidade Nova e as comunidades situadas ao longo da rodovia BR-174 aparecem no topo da lista, seguidos de perto pelo bairro Jorge Teixeira.
Confira os 10 locais com maior incidência em Manaus:
Cidade Nova: 31 casos
BR-174 (localidades ao longo da rodovia): 31 casos
Jorge Teixeira: 24 casos
Compensa: 18 casos
Cidade de Deus: 18 casos
AM-010 (comunidades ao longo da rodovia): 16 casos
Colônia Antônio Aleixo: 14 casos
Alvorada: 13 casos
Tarumã: 12 casos
Novo Aleixo: 12 casos
Por que os acidentes aumentam agora?
Segundo a bióloga Shelley Samia Fernandes, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), as chuvas intensas alagam as tocas naturais desses animais. "Eles buscam abrigo e alimento dentro das residências, escondendo-se em frestas, buracos, fiações e, principalmente, em entulhos e lixo acumulado", explica.
Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis, apresentando maior risco de complicações graves após o envenenamento.
Como prevenir e onde buscar ajuda
A recomendação principal é manter a casa limpa, vedar ralos e fechar frestas em paredes ou móveis. Caso ocorra um acidente, a vítima deve procurar imediatamente uma unidade de saúde.
Tratamento Específico: O soro (antiofídico, antiaracnídico ou antiescorpiônico) é disponibilizado pela Fundação de Medicina Tropical (FMT), na rede estadual.
Zona Rural e Fluvial: O Samu (192) deve ser acionado para resgates nessas áreas.
Captura de Animais: Não tente capturar o animal por conta própria. Entre em contato com o CCZ pelo WhatsApp: (92) 98842-8359.
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