Amazonas desponta como eixo estratégico do Arco Norte na agenda de energia
Manaus/AM - O Amazonas vem ampliando seu papel no setor energético brasileiro e se consolidando como uma das áreas estratégicas do país na agenda de óleo, gás e transição energética. Com as maiores reservas de gás natural em terra do Brasil e liderança na produção onshore do insumo, o estado reúne ativos que envolvem exploração de petróleo, geração de energia elétrica, inovação tecnológica e iniciativas ligadas à sustentabilidade. Nesse contexto, a realização do Amazonas Óleo, Gás & Energia 2026, prevista para ocorrer em março, em Manaus, reforça o debate sobre o papel da região no chamado Arco Norte do desenvolvimento energético.
O evento deve reunir representantes do poder público, empresas, especialistas e instituições de pesquisa para discutir temas como segurança energética, transição para fontes mais limpas, práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) e novas tecnologias aplicadas ao setor. A proposta é integrar a agenda energética ao desenvolvimento econômico regional, em um cenário em que o Norte do país ganha relevância estratégica tanto pela oferta de recursos naturais quanto pela posição logística.
Dados de órgãos reguladores indicam a dimensão do setor no estado. O Amazonas registra produção média de cerca de 10 mil barris de petróleo por dia e aproximadamente 12,8 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, volume que representa parcela relevante da produção nacional. A capacidade instalada de geração de energia elétrica supera 3.300 megawatts, contribuindo para o abastecimento local e para a expansão de atividades industriais e logísticas. No cenário nacional, o segmento de óleo, gás e energia tem peso significativo na economia e é considerado um dos pilares do PIB industrial brasileiro.
O potencial energético do estado também é sustentado por reservas expressivas e por campos em operação, como os localizados nas regiões de Urucu, em Coari, e Azulão, em Silves, além de dezenas de blocos sob contratos de exploração. A expansão de infraestrutura de gás e de linhas de transmissão, aliada à integração de municípios ao Sistema Interligado Nacional, tem reduzido a dependência de sistemas isolados e ampliado a segurança energética regional, colocando o Amazonas em posição de destaque nas discussões sobre o futuro da matriz energética do país.
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