Consumo de pacu está associado casos da Doença de Haff no Amazonas
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) confirmou, nesta quinta-feira (29), o registro de três casos da doença de Haff no município de Itacoatiara. Os episódios, ocorridos ao longo de 2025, acenderam o alerta das autoridades sanitárias sobre o consumo de pescados contaminados na região.
Entenda o cenário no estado
De acordo com o boletim epidemiológico, o Amazonas registrou nove casos de rabdomiólise (destruição das fibras musculares) em três municípios diferentes durante o ano de 2025. No entanto, apenas os três registros de Itacoatiara foram tecnicamente confirmados como doença de Haff.
Os casos ocorreram na zona urbana da cidade, nos meses de junho e dezembro, sendo que dois dos pacientes pertencem à mesma família.
Consumo de Pacu e sintomas graves
A investigação conduzida pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs-AM) revelou um padrão entre as vítimas:
O gatilho: Todos os pacientes consumiram peixe da espécie pacu, preparado de forma frita ou assada, em ambiente domiciliar.
O tempo de reação: Os primeiros sintomas surgiram cerca de nove horas após a ingestão do pescado.
Os sinais: Os pacientes apresentaram dores musculares intensas, fraqueza extrema e a característica urina escura, com coloração semelhante à de café.
Diagnóstico laboratorial
Os exames realizados nos pacientes confirmaram a gravidade da condição. Os níveis da enzima creatinofosfoquinase (CPK), que indica lesão muscular, atingiram uma média de 6.400 U/L. O valor é alarmante, considerando que o patamar normal para um adulto saudável varia geralmente entre 20 e 200 U/L.
A coordenadora do Cievs-AM, Roberta Danielli, ressaltou que todas as notificações foram submetidas a uma investigação rigorosa em parceria com as vigilâncias municipais para garantir a precisão do diagnóstico e o monitoramento da área.
ASSUNTOS: Amazonas