Caso Benício: Santa Júlia nega envolvimento de coordenador pediátrico na morte do menino
Manaus/AM – O Hospital Santa Júlia se manifestou sobre o caso do menino Benício Xavier, que morreu na unidade no último domingo (23), após receber uma dose de adrenalina diretamente na veia durante atendimento médico.
Segundo o hospital, embora o nome do médico Enryko Garcia Carvalho Queiroz tenha sido citado no caso, o profissional não teria participado do atendimento. A instituição explicou que seu nome aparece nos registros apenas porque ele é o coordenador do setor pediátrico.
“Seu nome aparece nos registros iniciais do sistema porque, conforme protocolo operacional do pronto atendimento, o atendimento é automaticamente vinculado à coordenação do setor até que o médico plantonista assuma a consulta. O atendimento em questão foi realizado por outra médica, que registrou e assinou a prescrição”, diz o comunicado.
O nome da médica responsável não foi divulgado. No entanto, a família questiona se a profissional possuía a especialização exigida por lei para atuar no caso. Documentos aos quais os pais tiveram acesso não comprovam que ela seja especialista em pediatria, embora a mãe afirme que o carimbo utilizado nos receituários traz essa descrição.
Benício chegou ao hospital apresentando quadro de faringite e gripe e morreu horas depois de receber uma dose de adrenalina intravenosa. Os pais afirmam que a criança já tinha feito uso do medicamento outras vezes, mas sempre por meio de inalação. Eles apontam negligência médica fatal e pedem justiça pelo perda do filho.
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