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Plano Norte de CT&I avança

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A apresentação de propostas para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação na região Norte marcou a primeira reunião para definição do Plano Norte de CT&I, ocorrida em Manaus na manhã de segunda-feira (29). O encontro reuniu o ministro de Ciência e Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, secretários estaduais da área e os presidentes de Fundações de Amparo às Pesquisas da região Norte.

O ministro avaliou positivamente o encontro e disse que o próximo passo é sistematizar as propostas e realizar uma nova reunião para definir ações concretas. Segundo Raupp, a obtenção de um entendimento comum entre as instituições é fundamental para uma parceira de longo prazo visando o desenvolvimento de ações para a Amazônia, sempre de forma cooperada entre Estado e Governo Federal.  Entre as propostas apresentadas, destacaram-se o estabelecimento de cotas de recursos para a Amazônia e o incentivo à implantação de parques tecnológicos na região.

“O objetivo é consolidar e definir um programa de atuação de médio e longo prazos”, disse o ministro. Ele adiantou que a expectativa é começar a financiar projetos que forem selecionados a partir de janeiro. ”Não queremos pensar no futuro da Amazônia e sim, no presente”, ressaltou.

A iniciativa de realizar a reunião, que partiu do ministro Raupp, vai ao encontro do que o Conselho Nacional de Secretários de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti) e o Conselho Nacional das Fundações de Amparo às Pesquisas (Confap) vêm articulando, com a pretensão de elaborar um grande plano de CT&I para a região Norte numa perspectiva de 30 anos.

        Um olhar para a Amazônia - Para o secretario de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas e presidente do Consecti, Odenildo Sena, a reunião é histórica, pois a iniciativa partiu do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para discutir ações emergentes para a região Norte. “Isso nos abre uma expectativa enorme, pois a vinda do ministro Raupp nos mostra sua determinação de romper ou começar a romper esse paradigma de isolamento na área de CT&I”, afirmou.

     Segundo Sena, a reunião foi um ponto de partida para debate dos projetos desenvolvidos na Amazônia. “Quando exigimos mais recursos para CT&I, fazemos não se esquecendo do mérito. Aqui estão vários representantes da região Norte e o interesse é pensar a Amazônia como um todo, ou seja, nós estamos defendendo o interesse de apresentar projetos de qualidade”, comentou.

     Sobre o Plano de CT&I, Sena afirmou a intenção de se montar uma proposta numa perspectiva de 30 anos. “Nós queremos um plano de 30 anos que possa representar um legado para a região Amazônica. Que o plano possa representar uma confluência de ações que venham, de fato, contribuir para o desenvolvimento da região que todos a consideram da maior relevância, mas que o Brasil continua dando pouca importância”.

        Áreas estratégicas - De acordo com Raupp, todos querem maior infraestrutura para pesquisa como as áreas da biodiversidade e de biotecnologia. “Ter centros importantes de biotecnologia são fundamentais. Esses centros não somente estimulam o desenvolvimento da ciência da região, mas estimulam a capacitação de empreendedores, que possam, a partir do conhecimento, desenvolver produtos para a geração de renda na própria região”, afirmou.

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