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Açaí do Waku Sese iniciativa inovadora no Amazonas

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“Inovação não é bicho de sete cabeças. Inovar é o processo de lançar sua empresa de forma eficiente no mercado, lembrando que isso pode ser realizado por qualquer pessoa”, disse o mestre em engenharia de produção, Ewerton Larry Ferreira.


Ewerton realizou a palestra “A sua empresa pode ser inovadora”, no dia 16, no Auditório Arivaldo Silveira Fontes, localizado na sede do SENAI Amazonas, no Distrito Industrial. A iniciativa faz parte da sensibilização à Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), uma ação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com as Federações.

No Amazonas, a MEI é coordenada pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) com apoio direto do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Amazonas). A meta local é promover a elevação do grau de inovação nas micro e pequenas Empresas Industriais e disseminar a cultura da inovação na cadeia produtiva industrial, visando sensibilizar 300 empresas em um ano e capacitar 120, por meio da oferta de diagnósticos e consultorias em elaboração de planos de inovação, além de apresentar projetos de inovação de 60 empresas até 2013.

O palestrante Ewerton, que também é responsável pelos Agentes Locais de Inovação (ALI), programa desenvolvido pelo Sebrae, destacou três características de um empresário que tem foco na sustentabilidade e competitividade de seu negócio. “O perfil do empreendedor inovador são iniciativa, atitude e postura”, apontou Ewerton, ressaltando que falta no Amazonas pessoas que tenham expressão e coragem na hora de materializar sonhos e colocar em prática idéias diferentes e inovadoras.

Tais características são encontradas no empresário Francisco Daou, de 34 anos, proprietário da rede de quiosques e restaurantes Waku Sese. Francisco foi convidado pelo palestrante a contar sua experiência de ser inovador no Amazonas.

“Meu primeiro desafio como microempresário foi de como vender açaí em um shopping, sem oferecer ao cliente o de costume que é o produto em uma tigela com banana e tapioca. Passei um tempo observando outros quiosques e assim criei o meu negócio, montando um quiosque sofisticado, em bancadas de inox, maquinário e copos plásticos personalizados para vender um açaí de qualidade com variedade de opções de coberturas. O investimento deu certo e hoje o Waku Sese possui 16 pontos de venda, sendo 14 quiosques e dois restaurantes”, disse Daou.

Desde 2002, Francisco trabalha com açaí e revelou que o início de algumas tentativas em fazer dar certo o negócio foi árduo. Segundo o empresário, ele teve experiência com venda de confecções, mas seguiu o conselho do próprio pai, Jorge Daou, de sair do ramo e enveredar em outro segmento. Francisco abriu um lanche regional, no qual um dos produtos de consumo era o açaí.

“Enquanto todos os meus amigos empreendedores olhavam para franquias de fora, notei que o mundo olha para dentro da Amazônia. Foi então que resolvi investir em uma fruta da região, fazendo o processo de beneficiamento do açaí”, explicou.

Investi na fábrica foi idéia inovadora do empresário, com a intenção de suprir o mercado deficiente de fornecedor de açaí de alta qualidade, entretanto por produzir um produto diferenciado na qualidade fez onerar o custo de revenda, começando a dificuldade de dar evasão à produção.

“A fábrica veio no mesmo período do restaurante do Vieiralves, mas o consumo ainda era insuficiente para dar saída à nossa fabricação. Devido tal necessidade que surgiram os quiosques e hoje produzimos entre 20 a 30 toneladas por mês de polpa do açaí, consumido quase que na sua totalidade pela rede Waku Sese”.

Outra curiosidade do negócio de Francisco Daou é a origem do nome do seu empreendimento. Após desfazer duas sociedades, Francisco teve que lançar uma marca própria e buscou inspiração na saudação da tribo Sateré-Mawé. O nome Waku Sese expressa o sentido de estar tudo bem e é uma palavra com grande poder dentro da cultura indígena.

“Tive uma conversa com um cacique Sateré, ele chegou para mim e disse “Francisco, seu açaí não só Waku, que significa algo bom, seu açaí é Waku Sese, ele é muito bom”. Foi naquele momento, após noites sem dormir a procura de uma identidade forte para empresa, decidi que o nome seria Waku Sese”, relatou o empresário que hoje já atua nos segmentos de produção, distribuição e comercialização do açaí.

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