Com estoque crítico, maternidade pede doação de leite materno em Manaus
Manaus/AM - O Posto de Coleta de Leite Humano da Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), na Compensa, está com estoque em nível crítico. Nos últimos meses, o número de doadoras caiu significativamente e a situação é preocupante por conta dos recém-nascidos que estão na UTI e dependem do alimento.
Por conta disso, a maternidade está fazendo um apelo para que mulheres em fase de amamentação doem o alimento. Cada 300 mililitros de leite sustentam, em média, um recém-nascido por dia.
“Doar leite não é complicado. Todas as mães que estão em casa, e que produzam excedente de leite, por favor entrem em contato conosco pelo WhatsApp, para que possamos orientar e agendar a coleta. E quem não puder doar pode ajudar divulgando essa informação para os amigos, família e em suas redes sociais”, explicou Lílian Aguiar.
A coleta domiciliar pode ser agendada pelo telefone (92) 99240-8080 (somente mensagem de Whatsapp), de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou a doação pode ser realizada presencialmente na própria sede da maternidade, localizada na avenida Brasil, n° 1.335, bairro Compensa 1, todos os dias, das 8h às 17h.
Todo o leite doado é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade antes de ser ofertado a uma criança, conforme rege a legislação que regulamenta o funcionamento dos bancos de leite humano no Brasil, a RDC Nº 171.
O Posto de Coleta de Leite Humano da MMT existe desde 2005 e funciona 24 horas para o atendimento às pacientes internadas na unidade. Em horário comercial, o Cantinho da Amamentação também dá apoio às puérperas e mulheres que estão amamentando, com orientações sobre amamentação. O posto dispõe, ainda, de automóvel com motorista, exclusivamente para coleta de leite no domicílio das mães doadoras, buscando os vidros cheios e substituindo por vidros esterilizados.
A amamentação é recomendada pelo Ministério da Saúde (MS) para crianças por pelo menos dois anos ou mais, sendo, de maneira exclusiva, até os seis meses. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de seis milhões de vidas são salvas todos os anos devido ao aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.
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