STJ abre sindicância para investigar ministro Marco Buzzi por suspeita de assédio
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) instaurou uma sindicância para investigar o ministro Marco Buzzi, de 68 anos, acusado de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos em Balneário Camboriú (SC). O caso, revelado no início de janeiro, ganhou repercussão nacional e levou a Corte a se reunir em sessão extraordinária e reservada, na última quarta-feira (4), para decidir sobre a abertura da apuração.
Segundo informações, a jovem, filha de amigos do magistrado, relatou que foi agarrada por Buzzi dentro do mar, durante um encontro na casa de praia do ministro. O episódio foi denunciado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde a vítima prestou depoimento em sigilo. O CNJ já acompanha o caso paralelamente.
Na sessão do STJ, que durou mais de três horas, 29 ministros participaram da votação: 21 foram favoráveis à abertura da sindicância e 8 se posicionaram contra. A comissão responsável pela apuração será formada pelos ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira, todos colegas de Buzzi na 4ª Turma da Corte.
Em sua defesa, Marco Buzzi negou as acusações e afirmou ter sido surpreendido pelas “insinuações”. O ministro pediu licença médica após ser internado por problemas cardíacos e está temporariamente afastado de suas funções.
A sindicância tem como objetivo reunir provas e esclarecer os fatos. Dependendo das conclusões, o processo pode resultar em medidas disciplinares severas, incluindo afastamento definitivo ou aposentadoria compulsória.
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