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Rocam será acionada para notificar donos dos 900 flutuantes do Tarumã

Rocam será acionada para notificar donos dos 900 flutuantes do Tarumã
Rocam será acionada para notificar donos dos 900 flutuantes do Tarumã

Manaus/AM – A Justiça vai acionar a Rocam, da Polícia Militar, para notificar donos de 900 flutuantes do Rio Tarumã-Açu a partir do dia 21 de junho. A medida foi determinada, na terça-feira (21), pelo Juiz Moacir Pereira Batista da Vara do Meio Ambiente de Manaus.

Além da PF, a ação terá apoio de representantes da PGE-AM, PGM, DPE e MPAM. O objetivo é garantir o direito de defesa dos proprietários, que terão 15 dias para apresentar seus argumentos.

A decisão é um desdobramento de um processo iniciado em 2001, que visa regularizar a situação dos flutuantes no rio. O número de embarcações saltou de 40 para 900 nos últimos 22 anos, e são utilizadas para diversas atividades, como bares, restaurantes, hotéis, garagens e moradia.

Mesmo com decisões anteriores determinando a retirada imediata das embarcações, o juiz concedeu flexibilidade aos moradores ribeirinhos. A Defensoria Pública entrou no caso para defender famílias vulneráveis que dependem dos flutuantes para seu sustento e moradia.

Em março deste ano, a DPE conseguiu a suspensão temporária da ordem de desmonte, mas o MP recorreu e a decisão foi revertida. O juiz determinou que a prefeitura retome a retirada das embarcações, priorizando aquelas utilizadas para lazer, recreação ou locação.

A prefeitura já notificou 913 flutuantes, mas a retirada ainda não foi concluída devido a questões financeiras e logísticas. Em 2023, a estimativa para a operação era de R$ 16 milhões, valor indisponível no orçamento municipal. Além disso, a vazante do rio dificulta a remoção das embarcações.

Ainda em 2023, uma multa diária de R$ 500 mil foi fixada para o caso de descumprimento da ordem de retirada. No entanto, donos de flutuantes suspenderam as atividades no segundo semestre do ano passado devido à estiagem severa, e com a subida do Rio Negro no início deste ano, as embarcações de lazer voltaram a funcionar, mesmo com a ordem judicial em vigor.

Por conta da seca dos rios, os donos de flutuantes suspenderam as atividades. Mas com a subido do nível do Rio Negro, as embarcações voltaram a funcionar, mesmo com a ordem de retirada.

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