Morte de gatos no parque da Independência preocupa cuidadores, que pedem investigação
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A morte de quatro gatos que viviam no parque da Independência --nos arredores do Museu do Ipiranga, em São Paulo-- preocupa cuidadores. Os corpos dos felinos foram encontrados com sinais de agressão.
Os casos ocorreram em datas separadas. Os dois primeiros, em 15 de abril. O seguinte foi registrado em 26 daquele mês, e o último aconteceu no sábado (3).
Além dos gatos mortos, uma fêmea está desaparecida.
"O que nunca imaginamos aconteceu. Boquinha, Fosther, Maria da Glória e outro gatinho cujo nome nem chegamos a saber apareceram mortos. E a Maria Rita desapareceu. Cinco vidas. Cinco histórias. Um vazio difícil de explicar. A dor atravessa voluntários, vizinhos e todos que amam o parque", diz a organização Gatos do Ipiranga, responsável pelo cuidado dos animais.
Agora, os demais felinos que vivem no espaço -há dezenas desde o início dos anos 2000- estão sendo retirados temporariamente para proteção. Os corpos encontrados passam por necrópsia para identificação da causa da morte.
É descartada por voluntários a hipótese de envenenamento. Pombos e outras aves que compartilham a mesma comida não foram afetados, e devido às marcas de agressão.
Frequentadores e vizinhos do parque, junto o grupo de proteção Gatos do Ipiranga, organizam uma passeata para quinta-feira (8), às 7h, partindo do museu do Ipiranga. A manifestação pedirá investigação sobre as ocorrências e reforço na segurança do parque.
Os voluntários também pedem acesso às imagens das câmeras do espaço, ronda noturna, reforma das grades laterais e um posto fixo da Guarda Civil Metropolitana lá.
O parque da Independência está sob responsabilidade da Prefeitura de São Paulo, que foi procurada pela Folha, mas não enviou posicionamento até publicação deste texto.
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