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Casos de influenza A seguem em alta no Brasil desde abril, diz Fiocruz

Por Folha de São Paulo

05/06/2025 18h30 — em
Variedades



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A influenza A segue em alta no Brasil desde abril, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O Boletim InfoGripe divulgado nesta quinta-feira (5) indica que infecções por este vírus e pelo VSR (vírus sincicial respiratório) têm impulsionado o aumento de casos de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

A mortalidade por Srag foi semelhante entre crianças e idosos nas últimas oito semanas. Na população idosa, os óbitos estão mais associados à influenza A. Nas crianças, também predomina a incidência e a mortalidade pelo rinovírus e VSR. Os dados são referentes ao período de 25 a 31 de maio.

Segundo o boletim, o número de estados em nível de alerta para Srag subiu para 25. Além de São Paulo, também estão na lista Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

A pesar da alta de ocorrências de Srag em crianças na maior parte do país, a Friocruz afirma que já é possível verificar sinais ou manutenção de interrupção desse aumento em alguns estados das regiões Centro-Sul e Norte, além do Ceará.

No boletim Infogripe divulgado em 10 de abril, já era apontado os primeiros indícios de crescimento de Srag por influenza, principalmente no Mato Grosso do Sul.

De acordo com a Fiocruz, já foram notificados 83.928 casos de Srag no Brasil em 2025, sendo 41.455 (49,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 29.563 (35,2%) negativos, e ao menos 7.334 (8,7%) aguardamresultado laboratorial. Entre os casos positivos, 22,7% de influenza A, 1,2% de influenza B, 45% de VSR, 22,8% de rinovírus, e 11,1% de Covid-19.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 38,9% de influenza A, 0,9% de influenza B, 47,3% de VSR, 15,9% de rinovírus, e 1,7% de Covid-19. Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 73,4% de influenza A, 1,3% de influenza B, 12,8% de VSR, 10,4% de rinovírus, e 5,1% de covid.

Vacina da gripe atingiu só 30% do grupo prioritário em SP

Apenas três em cada dez pessoas dos grupos de risco para a gripe -idosos, gestantes e crianças de seis meses a menores de seis anos- tomaram a vacina contra o vírus influenza na cidade de São Paulo. A cobertura está em 36,25%. A meta para esse público é de 90%, segundo a Secretaria Municipal da Saúde.

Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde havia anunciado que a partir de março o imunizante integraria o Calendário Nacional de Vacinação e estaria disponível no país durante todo o ano para os três grupos.

Na população com mais de 60 anos, foram aplicadas 797.394 (38,01%) doses; crianças de seis meses a menores de seis anos receberam 233.610 doses (32%); e nas gestantes, foram dadas 29.157 doses (30,20%).


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