Suspeito de matar borracheiro é preso e defesa alega "problemas mentais"
Manaus/AM- O empresário proprietário de uma churrascaria, suspeito de matar a facadas o borracheiro Sidney da Silva Pereira durante o Natal, foi preso neste domingo (28) após se apresentar à polícia em Manaus. O crime, ocorrido em Manaus,, teria sido motivado por uma briga entre vizinhos.
Em pronunciamento, a defesa do suspeito negou que o crime tenha tido motivação fútil ou dolo (intenção de matar), sustentando a tese de legítima defesa. Segundo os advogados, o empresário reagiu a uma "injusta agressão" de Sidney, que estaria embriagado e teria invadido o estabelecimento do agressor para confrontá-lo fisicamente.
De acordo com os representantes legais, o clima de tensão na vizinhança já durava desde o dia anterior ao crime, devido ao som alto e ao disparo de fogos de artifício em frente à residência do empresário. A defesa afirma que a polícia chegou a ser acionada diversas vezes para conter a perturbação do sossego, mas o problema persistiu durante as festividades.
O advogado também disse que o perfil do cliente para afastar a imagem de pessoa violenta: empresário, natural do Rio Grande do Sul, sem antecedentes criminais e descrito como uma pessoa "respeitosa e educada".
Além disso, a defesa afirmou que o homem faz tratamento para ansiedade e depressão, dependendo de medicação controlada, que será entregue à delegacia para garantir sua estabilidade durante a custódia.
A divulgação de vídeos da confusão momentos antes das facadas é a principal aposta da defesa para rebater a versão da viúva da vítima. Enquanto a família de Sidney afirma que o crime ocorreu porque o suspeito se irritou com um louvor gospel, os advogados do empresário garantem que ele apenas tentou conter uma invasão e que a tragédia "fugiu do controle" em um momento em que ele "buscava apenas passar o Natal em paz com sua família."
O suspeito permanece detido e deve passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (29), onde a Justiça decidirá se ele responderá ao processo em liberdade ou se a prisão será mantida.
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