Idosa detalha que homem que causou morte de PRF achou que tinha a matado no Coroado
Manaus/AM - O que era para ser uma relação de confiança e amizade terminou em tragédia e sangue na madrugada do último domingo. Em entrevista exclusiva ao Portal do Holanda, Dona Naiê da Silva, de 60 anos, detalhou o ataque brutal que sofreu de Wilson Trindade, um jovem que ela considerava "como um amigo querido" e que frequentava sua casa regularmente.
Segundo a vítima, a violência foi motivada por um desentendimento banal entre Wilson e o neto dela, Max. O suspeito teria pegado a motocicleta do neto sem permissão, o que gerou uma briga física entre os dois. Horas depois, tomado pela raiva, Wilson teria ido ao bairro Coroado à procura de Max. Não o encontrando, passou a ameaçar a mãe do jovem com uma faca antes de seguir para a residência de Dona Naiê.
Sem suspeitar de qualquer perigo, a idosa abriu a porta para Wilson. "Ele era uma pessoa maravilhosa para mim, nunca me disse um 'não'. Jamais passou pela minha cabeça que ele faria algo contra mim", desabafou a vítima.
Após uma breve conversa sobre o paradeiro do neto, o tom mudou drasticamente. Ao ter um pedido de dinheiro negado pela idosa, Wilson iniciou as agressões.
"Eu disse que não tinha dinheiro. Ele respondeu: 'Então já que a senhora não tem, vou lhe matar agora'. Ele começou a me esfaquear no braço, nas costas, na cabeça e na orelha", relembrou Dona Naiê.
A idosa só sobreviveu porque a lâmina da faca quebrou durante o ataque. Wilson fugiu do local levando apenas o cabo da arma branca, acreditando ter consumado o homicídio.
Perseguição e morte de policial rodoviário
A fuga de Wilson desencadeou uma tragédia ainda maior. Ao tentar escapar em direção ao município de Presidente Figueiredo pela BR-174, o suspeito passou em alta velocidade por um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Durante a perseguição policial, uma das viaturas da PRF capotou, resultando na morte de um agente federal. Wilson foi capturado em seguida e encaminhado à unidade policial.
Ainda com as marcas físicas e psicológicas da agressão, Dona Naiê expressou indignação ao saber que o agressor já conta com defesa jurídica, enquanto ela se sente desamparada.
"Ele foi para audiência de custódia com dois advogados. Eu não tenho nada, estou à mercê. Só peço justiça, pelo amor de Deus. Isso não pode acontecer comigo e depois com outras pessoas. Eu quero que ele pague pelo que fez", clamou a idosa.
Wilson Trindade permanece à disposição da Justiça e deve responder por tentativa de feminicídio/homicídio, além das responsabilidades decorrentes da perseguição fatal.
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