Mulher sequestrada em Manacapuru foi torturada por 4 horas em tribunal do crime
Manaus/AM - Marcelo Cativo da Silva, 25 anos, Maury Cruz Torres, 29 anos, e Safira de Oliveira Cruz, 41 anos, presos por suspeita de sequestrar uma mulher de 40 anos em Manacapuru no início deste mês, torturaram a vítima por mais de quatro horas.
Segundo a polícia, o grupo faz parte de um "tribunal do crime" e teria cometido a tortura por conta de um furto que um deles teria sofrido. A mulher sequestrada não tinha ficha criminal e mesmo sem provas, eles planejaram a tortura da vítima e usaram a casa de Safira como local para realizar o ato.
Eles armaram uma emboscada para essa mulher, o Marcelo e o Maury sequestraram ela ainda na cidade e levaram ela até a zona rural e já na zona rural, na casa da Safira, da outra criminosa. Eles torturaram essa mulher por cerca de 4 horas.
"Foi uma tortura brutal, eles filmaram parte dessa tortura, na qual ela implora para que eles parassem, mas não sendo atendido, eles continuaram com a tortura, quebraram o braço dela, causaram diversas lesões graves", diz o delegado John Castilho.
Ele conta que o crime foi publicado nas redes sociais e enviado à polícia. Por meio das imagens, a equipe policial conseguiu identificar e localizar a vítima e a levaram para o hospital. Maury, Marcelo e Safira foram identificados depois da análise das imagens. "Na quarta-feira nós deflagramos a operação, prendemos o Marcelo, continuamos em busca pelos outros dois, o Maury e a Safira e na quinta-feira nós cumprimos o mandado de prisão preventiva em face dos outros dois".
Marcelo já tinha passagem pela polícia por assassinato, onde a vítima foi o seu próprio irmão. "Marcelo inclusive é réu por homicídio. Ele inclusive matou o próprio irmão durante uma briga. Ele acabou desferindo tiros contra o próprio irmão. O outro integrante também tem passagem para o roubo, enfim, eles possuem já uma ficha criminal. Nós investigamos eles inclusive por ligação com uma organização criminosa, por isso nós conseguimos rapidamente identificá-los e representar pela prisão de todos eles", diz Castilho.
O delegado Paulo Mavignier falou sobre a atuação das facções no município e como eles tem cooptado jovens para o mundo do crime. "Esse é o terceiro tribunal do crime que a delegacia de Manacapuru atua para prender, combater e tirar de circulação. As facções tem tomando conta da juventude, os jovens estão morrendo, indo embora, por conta do lucro fácil que as facções vem prometendo para a juventude de Manacapuru", disse o delegado Paulo Mavignier.
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