Caso Fernando: Advogada de adolescente apreendido nega acusação de homofobia
Manaus/AM - A advogada Manoela Lucena negou a acusação de que as agressões contra Fernando Vilaça, de 17 anos, tenham sido motivadas por homofobia. Ela atua na defesa do adolescente de 16 anos que foi apreendido, nesta quarta-feira (09), na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) em Manaus.
Nas redes sociais, a advogada informou que vai contribuir com o "fiel andamento do caso, bem como levantar a verdade real dos fatos como realmente aconteceram e isso será provado", escreveu ela.
No entanto, a declaração da defesa do suspeito vai na contramão da informação divulgada pelo delegado-geral adjunto da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Guilherme Torres ao falar sobre a decisão judicial que determinou a internação dos adolescentes envolvidos no crime.
"A vítima já sofria injúria homofóbica, o que é apontado como a motivação do ato infracional. O adolescente foragido, responsável pelo golpe fatal, já havia sido expulso da escola por má conduta. Independentemente da orientação sexual, ninguém deve ser alvo de discriminação, como no caso em questão, embora a vítima nunca tenha se manifestado sobre sua sexualidade", afirmou Guilherme Torres.
Ainda de acordo com a polícia, há um adolescente de 17 anos foragido. Ele seria o responsável pelo golpe que matou Fernando Vilaça durante as agressões.
Matéria atualizada as 15h45 para retirada de foto da advogada, conforme solicitado pela mesma.
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