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VEJA DOCUMENTOS: Terror dos taxistas foi beneficiado três vezes com o regime semi-aberto e em todas empreendeu fuga

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Manaus ( Portal do Holanda) - Julison Corrêa de Carvalho, 29, que confessou ter matado com   o taxista José Vieira dos Santos, o “Baiano” na madrugada da última quarta-feira, já foi condenado pela Justiça por assalto a taxistas três vezes, mas as brechas da Lei acabaram facilitando a fuga de “Julinho do Areal” do Complexo Penitenciário Anísio Jobim. Todas as três  vezes que o detento foi beneficiado com a progressão de regime do fechado para o semi-aberto, empreendeu fuga.


Assim ocorreu em março de 2003, depois de ser condenado pela juíza Mirza Telma de Oliveira Cunha a 7 anos de reclusão em regime semi-aberto, fugiu do Compaj.

Um mês depois,  o especialista em roubar taxistas voltou a ser preso. Era o dia 7 de abril de 2003, quando   foi flagranteado por assalto e foi parar na Unidade Prisional do Puraquequara.

Em maio de 2003 ele foi removido ao Compaj, por determinação do juiz Luís Carlos Valois, da Vara de Execuções Penais.

Mas “Julinho do Areal”  conseguiu no dia 13 de novembro ganhar as ruas, depois de ser beneficiado com alvará de soltura expedido pelo então desembargador   Roberto Hermidas de Aragão.

O acusado de matar taxistas voltou a cadeia, dia 21 de dezembro de 2005, quando foi preso por policiais do 3º Distrito Policial.

Em agosto de 2008, “Julinho do Areal”  foi condenado pelo juiz Genésino Braga Neto, da 10ª Vara Criminal, a 8 anos de reclusão em regime fechado no Complexo Penitenciário Anísio Jobim.

Mas com as brechas da Lei Penal, ele voltou a ser beneficiado com a progressão de regime, concedida pelo juiz Luís Carlos Valois. Julinho deixou o fechado dia  6 de outubro de 2009 e 21 dias depois, 27 do mesmo mês, fugiu do Compaj.

Mas no dia 22 de janeiro já de 2010 ele voltou a ser preso depois de cometer mais um assalto a taxista, no bairro do Coroado. O auto de prisão em flagrante foi lavrado no 11º Distrito Policial e ele   encaminhado a Unidade Prisional do Puraquequara.

Em agosto de 2011, depois de ser condenado a 6 anos  reclusão em regime fechado, Julinho foi encaminhado ao Compaj.

Mas os benefícios da Lei  voltaram a ajudar o homicida . Com parecer favorável do promotor Marco Aurélio Lisciotto, seguido pelo juiz Luís Carlos Valois, o terror dos taxistas conseguiu mais uma vez a progressão de regime e mais o direito de passar 7 dias em casa pelo bom comportamento.

O acusado,  que já constava na sua ficha duas fugas do Compaj, foi liberado " temporariamente^ por bom comportamento, mas de acordo com ofício encaminhado ao juiz Luís Carlos Valois no dia 28 de dezembro do ano passado  pelo diretor do semi-aberto, Laércio de Souza,  ele n"ao retornou ao presídio.

No mesmo ofício, o diretor solicita um mandado de regressão cautelar em desfavor de “Julinho do Areal”.

No dia 13 do mês passado, seis depois da fuga do homem que confessou ter matado na madrugada da última quarta-feira  o taxista José Vieira dos Santos, o “Baiano”, em Educandos, o juiz José Renier da Silva Guimarães, que está respondendo pela Vara de Execuções Penais, expediu mandado de prisão, com prazo prescricional, para recolhimento no regime fechado, onde o apenado deve ficar até decisão definitiva em incidente de execução penal.

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