QUEM MUDOU DE SEXO ?

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06/11/2012 22h52 — em Editorial

 A decisão do juiz Luiz Carlos Chaves, de autorizar a mudança do registro civil de um homem submetido a vaginoplastia, foi muito  comemorada. Mas faltou um nome. Por mais que a legislação garanta o anonimato, nestes casos a publicidade é um avanço suportável, considerando as humilhações que o beneficiado passou, especialmente nos aeroportos, quando era, segundo relata "anonimamente",  checada a sua identidade.  Num País intolerante com os gays, lésbiscas e transexuais, a medida, embora aparentemente correta, considerando a justificativa apresentada pelo magistrado,perdeu a sua dimensão natural, de exemplo e conquista.

Para um considerado  grupo de pessoas que enfrenta  o mesmo problema, faltou um link com o caso e seu resultado, perdido numa legislação opaca e vesga.

Como notícia, deixou para os leitores a sensação de uma coisa inacabada. Faltou o sujeito da ação.

A imprensa está cheia desse tipo de noticiário impreciso, as vezes obrigatoriamente impreciso... 
 


Raimundo Holanda
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