A Zona Franca e a ambiguidade de Dilma

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14/02/2014 18h36 — em Editorial


A presidente Dilma Rousseff está ciente das dificuldades que terá para colocar em votação e aprovar a PEC da Prorrogação da Zona Franca de Manaus ainda este ano. Foi aconselhada a não vir, e sabia que iria enfrentar protestos, porque não teria como trazer boas novas aos amazonenses. E não trouxe, saiu pela tangente de maneira ambígua. Garantiu uma coisa que ela própria duvida, que vai aprovar a PEC “ainda” neste seu governo, mas sabe que pra isso, terá de romper uma muralha de pedra. Uma bancada e um governo feroz, que só desejam aproveitar o momento único, em que Dilma precisa abocanhar uma fatia substancial dos 31 milhões de votos de São Paulo, para esmagar o sonho de mais 50 anos para a ZFM.

Ela já perdeu em SP em 2010, quando compensou a derrota com os votos de Minas, Rio e do Nordeste, mas não pode se arriscar a perder de novo, já que vai enfrentar candidatos que são fortes nesses redutos. Ela e Lula já enfrentam resistências de setores econômicos fortes no estado, como o sucroalcooleiro e se insistir no projeto ZFM pode minar o setor industrial.

Até agora, a dor-de-cabeça da reeleição está ficando maior que a simples preocupação com um projeto que ela deveria ter decidido há dois anos, quando se encontrava no auge do seu governo e no comando político absoluto. Não o fez, e agora torna a fazer promessa de campanha.


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