Praciano e a rodada de mentiras

Por

06/07/2014 8h08 — em Editorial

Afinal o que aconteceu realmente? Uma rodada de mentiras? O senador Eduardo Braga tentou durante meses convencer o deputado Francisco  Praciano a ser candidato a senador em sua chapa. O argumento: tinha autorização do Planalto para negociar a candidatura. Ninguém duvidou, trata-se da palavra do líder do governo Dilma. O PT do Amazonas resistiu, mas acabou se entregando aos “encantos” de Braga e indicou Praciano candidato ao Senado.

Veio a reação contrária. O PT Nacional, que tinha escolhido outro candidato no Amazonas, não gostou de ser “desrespeitado” em sua decisão. Afinal, tratava-se da palavra empenhada da própria presidente da República, Dilma Rousseff. Mas o PT local insistiu, atiçado pelo senador que quer mesmo é jogar “lenha na fogueira. O PT local quer mostrar para Dilma e Lula que aqui “eles não mandam no partido”.

Não restou outro caminho pra a direção nacional do PT. Recorreu ao TRE, protocolando um pedido de indeferimento da candidatura de Praciano ao Senado. E mais, o desrespeito pode levar a intervenção no diretório estadual e afastamento de Praciano da disputa por qualquer cargo nestas eleições. 

O PT, Praciano e Braga já decidiram que vão recorrer apresentando defesa junto ao TRE, pela manutenção da candidatura.

É um cabo-de-guerra onde o mais interessado é o próprio Braga, que  não se importa se o PT e Praciano saiam derrotados. O que importa é ter argumentos pra jogar a culpa nos adversários que disputam com ele a sucessão estadual. Se é um jogo de mentiras, Braga quer saber se “uma mentira contada mil vezes se torna verdade”.