Itamaraty vê maior crise diplomática em 200 anos após agressividade dos EUA contra Moraes
O Itamaraty classificou como a maior crise diplomática em dois séculos a decisão do governo de Donald Trump de aplicar sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, anunciada nesta quarta-feira (30). A justificativa citada foi o processo no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe após as eleições de 2022.
A medida veio poucos dias antes de entrar em vigor a tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ampliando o desgaste entre os dois países.
A decisão, segundo diplomatas relataram ao g1, mudou completamente o clima das negociações. "Não há disposição para negociação que resista a esse tipo de agressividade", afirmou uma fonte. A sanção, aplicada com base na Lei Magnitsky, bloqueia eventuais bens de Moraes nos EUA e impede transações com cidadãos ou empresas americanas, além de suspender qualquer visto que ele possuía para entrar no país.
A medida foi comemorada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusado pela Polícia Federal de atuar para coagir ministros do STF a fim de livrar o pai, Jair Bolsonaro, de uma possível condenação. Diante da escalada da crise, diplomatas brasileiros discutem possíveis reações, enquanto o tarifaço anunciado por Trump contra o Brasil foi oficializado na tarde desta quarta-feira.
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