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Dois chineses são presos após brasileiras serem traficadas para Myanmar

Dois chineses são presos após brasileiras serem traficadas para Myanmar
Dois chineses são presos após brasileiras serem traficadas para Myanmar

O Ministério Público Federal (MPF) informou, nesta terça-feira (10), que a Justiça Federal em Pernambuco acatou, na última sexta-feira (6), um pedido de prisão preventiva de dois chineses suspeitos de integrarem um esquema internacional de tráfico de pessoas para países do sudeste asiático. A decisão ocorre após brasileiras serem traficadas. 

Conforme o MPF, além da prisão dos dois, detidos em São Paulo, foi cumprido mandado de busca e apreensão em endereço ligado à quadrilha. Uma brasileira investigada por envolvimento no esquema teve o passaporte apreendido, está proibida de deixar o país e deve comparecer à Justiça periodicamente. Também foi determinada a quebra do sigilo dos dados telemáticos de computadores, celulares e outros dispositivos apreendidos. O caso envolve o aliciamento e tráfico de uma vítima brasileira para o complexo KK Park, em Myanmar, país localizado no sudeste asiático.

A operação foi realizada pela Unidade Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes (UNTC) do MPF e pela Polícia Federal. A investigação mostrou que a brasileira, aliciada em Pernambuco, foi convencida a viajar para a Tailândia sob falsas promessas de emprego em março deste ano. Chegando ao sudeste asiático, ela foi transportada para o KK Park, um complexo situado entre a Tailândia, Myanmar e Laos e dominado por grupos armados. O local é dedicado a uma série de atividades criminosas. A vítima foi mantida em cárcere privado e submetida à exploração.

De acordo com o MPF, pelo menos duas outras mulheres brasileiras podem ter sido traficadas pelo grupo. Os dois chineses e a brasileira alvos da operação da última semana são investigados por recrutar, garantir o transporte e intermediar a entrega de vítimas, submetidas a condições degradantes e incompatíveis com os padrões mínimos de dignidade, saúde e segurança. O esquema envolve ainda o uso de cartões de crédito fraudulentos para compra de passagens e opera por meio de uma rede criminosa transnacional.

 

Com informações do MPF

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