DF sofre com corpos no chão de hospital com agravamento da Covid-19
O Distrito Federal vem sofrendo com o agravamento da pandemia da Covid-19 e passou a conviver com um cenário chocante onde corpos das vítimas permanecem no chão das unidades de saúde até serem removidos.
De acordo com a Folha de São Paulo, a situação é tão desesperadora, que o governo convocou dentistas para atender aos pacientes com covid-19, além de anestesistas, para atendimento a pacientes com necessidade de intubação.
No Hospital Regional de Ceilândia, o corpo de um homem ficou enrolado em um lençol por mais de 24 horas. Áudio obtido pela reportagem mostra que o governo do Distrito Federal não tinha saco compatível com o tamanho da vítima, que apresentava sobrepeso.
“Por um acaso a funerária possui o saco maior que caiba esse corpo? Se tiver condição de doar o saco, o hospital faz o procedimento. Em último caso falei, inclusive, para enrolar em lona”, diz um funcionário do governo no áudio.
A taxa de ocupação de leitos nesta terça-feira (23), é de 95,8%. O governo recomendou também a suspensão das cirurgias que forem judicializadas.
No Distrito Federal já foram registrados 330.885 casos de Covid-19 e 5.441 mortes pela doença. A média móvel de mortes chegou a 42,3 na segunda-feira (22), atingindo um dos maiores valores registrados desde o início da pandemia. No dia 9 de março foi decretado estado de calamidade púbica em decorrência da Covid-19. Deputados distritais aprovaram a prorrogação do prazo até junho de 2021.
ASSUNTOS: Brasil