Mulher internada após uso de Lipoless é diagnosticada com Síndrome de Guillain-Barré
A família da auxiliar administrativa Kellen Oliveira Bretas Antunes, 42, internada após usar a caneta emagrecedora Lipoless, revelou que a mulher foi diagnosticada com Síndrome de Guillain-Barré. O produto, adquirido ilegalmente no Paraguai e sem registro na Anvisa, foi aplicado sem prescrição médica e pouco tempo depois Kellen começou a sentir dores intensas que evoluíram para complicações neurológicas e perda de força muscular.
Ela está hospitalizada em Belo Horizonte desde dezembro de 2025 e permanece em estado grave, mas apresenta melhora gradual com o tratamento à base de imunoglobulina, indicado para conter a progressão da doença. Ela também precisará de acompanhamento de uma equipe multidisciplinar por pelo menos 12 meses, para tentar recuperar movimentos, fala e cognição.
A Síndrome de Guillain-Barré é rara e pode causar paralisia, além de comprometer funções vitais. Ela ataca o sistema imunológico ataca os nervos periféricos e pode causar:
- Fraqueza muscular que começa nas pernas e pode evoluir para braços e tronco.
- Formigamento ou dormência em pés e mãos.
- Perda de reflexos e dificuldade para andar.
- Dor muscular ou nas costas.
- Alterações autonômicas, como variações de pressão arterial e frequência cardíaca.
O caso tem servido de alerta para os riscos da automedicação e do uso de produtos clandestinos, especialmente os chamados “emagrecedores milagrosos”.
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