Membro da CPI responsabiliza Wilson Lima por mortes na pandemia
Manaus/AM - O diretor executivo local do Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), José Luiz Gasparini, foi o depoente ouvido na oitiva desta sexta-feira, dia 28, pela CPI da Saúde instalada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), quando falou sobre a oferta de 100% dos leitos, o que levou o deputado Wilker Barreto a responsabilizar o governado do Amazonas por mortes.
Quanto à ocupação dos leitos no Delphina Aziz, na época mais grave da covid-19, Gasparini disse que houve oferta de 100% dos leitos clínicos, que seriam 352, mas em abril a ocupação era de 50%, chegando a 70% em junho e a 60% em junho. O diretor afirmou que a posição de ocupação dos leitos era passada diariamente à Susam.
O deputado Wilker Barreto (Podemos) disse que esse fato - a existência de leitos - sem uso, matou muita gente no Amazonas e apontou o secretário de Saúde da época Rodrigo Tobias, até dia 7 de abril, substituído por Simone Papais, e o governador Wilson Lima como responsáveis pelas mortes.
Gasparini esclareceu que o INDSH é responsável pelo trabalho assistencial no Hospital Delphina Aziz, enquanto uma PPP trata da estrutura, serviços administrativos, entre outros. Este fato impactou, segundo Gasparini, no cumprimento das metas, uma vez que houve momentos em que não havia estrutura como equipamentos para realizar exames de ressonância magnética.
De acordo com a CPI, a OS recebe cerca de R$ 8 milhões todos os meses, mas o diretor do INDSH afirmou que o chamamento licitado ao qual concorreu tratava de R$ 15,2 milhões, no caso de trabalhar com a unidade hospitalar prestando serviços completos.
Segundo Gasparini, dificuldades financeiras da Susam levaram ao faseamento, isto é, os serviços obedeceriam a fases de implaantação, assim como o pagamento distribuídos em quatro fases. Os serviços, conforme a CPI, não saiu da primeira fase.
Veja também
ASSUNTOS: Amazonas