Contadora vai à CPI da Saúde e tem crise de amnésia, diz deputado
Manaus/AM - A CPI da Saúde instalada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) ouviu nesta quinta-feira, dia 27, a contadora da organização social Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), Tayane Cristina de Souza, que falou sobre pagamento dos serviços prestados no Hospital Delphina Aziz em uma unidade de pronto Atendimento (UPA).
Questionada pela CPI, a contadora informou não poder responder se a OS informara como custo a parte patronal de 20% do INSS, uma vez que a OS tem imunidade, via Certificação das Entidades Beneficentes de Assistência Social (Cebas), nem quis assumir o compromisso de informar depois. Os deputados também flagraram contradições em outras ocasiões.
Em várias situações a contadora disse não poder responder por ser assunto de outra diretoria que não a sua. O deputado Wilker Barreto (Podemos) afirmou que ela teve crise de amnésia ao entrar para prestar esclarecimento à CPI da Saúde.
Com quatro diretorias em nível gerencial, Tayane informou que esses executivos têm remuneração média de R$ 15 mil a R$ 20 mil por mês, mas nã soube especificar a remuneração do diretor local, citado pelo deputado Serafim Corrêa (PSB) como Gasparini.
A depoente também se negou a entregar documento, com dados detalhados em seu poder durante a oitiva, à CPI da Saúde, alegou ser de uso pessoal. Para o presidente da CPI, deputado Péricles Nascimento (PSL), a negativa ocorreu por ser um documento mais sintético e de fácil entendimento, ao contrário dos relatórios entregues aos deputados.
Conforme a CPI da Saúde, os serviços são remunerados, hoje, em cerca de R$16 milhões por mês, enquanto a contadora afirmou que a folha de pagamento é de R$ 5 milhões
mais encargos, embora tenha dito também que tudo que é recebido é consumido pelos serviço da OS.
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