Pagamento indevido em serviços prestados no Delphina Aziz pode ser de 50%
Manaus/AM - A presidente da comissão de acompanhamento da Organização Social de Saúde (OSS), no Hospital Delphina Aziz, Ana Paula Lemes de Jesus dos Santos, foi a testemunha ouvida nesta quarta-feira, 26, pela CPI da Saúde da Aleam, quando ela relatou fatos de sua gestão.
A testemunha disse que a OSS receberia o valor cheio contratado nos primeiros três meses de implantação de seus serviços no Delphina Aziz, enquanto os serviços prestados seriam avaliados podendo haver dedução nos valores a serem pagos posteriormente, casos a comissão detectasse problemas nos serviços prestados.
Para o deputado Serafim Corrêa (PSB), a OSS está enrolando o estadodo Amazonas, pois, diz ele, não há fiscalização nem cobrança sobre os serviços.
Ana Paula disse que a previsão era de que o serviço prestado pela OSS deveria reduzir custos entre 20% a 25% para a Susam. A OSS reduziu valores pagos a profissionais e recebeu, nos três primeiros meses o valor de R$ 2,53 milhões, cerca de 10% do total do contrato.
A ex-servidora da Susam afirmou que empresas que já prestavam serviços ao Delphina foram mantidas pela OSS, enquanto o deputado Wilker Barreto etrnhou que nos pagamentos realizados pelos 3 primeiros meses - R$ 2,53 milhões, houve glosa de R$ 1,73 milhão.
Para Wilker Barreto (Podemos) , a OSS já recebeu cerca de R$ 150 milhões desde 2019 até este ano, assim, diz ele, se for mantido o padrão primeira glosa, o contribuinte está pagando por serviços que não recebe. Ana Paula informou que o custo mensal do Delphina Aziz era de R$ 11 milhões por mês, mas o hospital só tinha 30% a 40% de sua capacidade funcionando.
Instituída em 17 de abril de 2019, com a nomeação de Ana Paula para presidir a comissão de acompanhamento, esta ficou no cargo até 30 de setembro daquele ano, quando foi desligada da Susam.
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