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CPI das ONGs denuncia violência contra comunidades extrativistas

Após uma vistoria em reservas extrativistas no Acre, membros da CPI das ONGs, incluindo o presidente da comissão, o senador do Amazonas Plínio Valério (PSDB-AM), constataram que agentes públicos estão inviabilizando o desenvolvimento das comunidades, devido a recursos recebidos internacionalmente. A denúncia será levada ao Ministério Público Federal.

Segundo a comissão, foi verificado que na Reserva Extrativista Chico Mendes, comunitários estão sofrendo suposta violência por parte da polícia e de agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio),  autarquia em regime especial vinculada ao Ministério do Meio Ambiente.

Moradores relataram aos parlamentares desde a ameaça de uma moradora que teria ficado na mira de fuzil enquanto estava de joelhos, até a destruição de uma ponte de madeira usada por 70 crianças para chegar à escola. O ICMBio havia alegado que a madeira não era legalizada.

Também foram relatados impedimentos na construção de uma unidade escolar e a negação de qualquer atividade para garantir a melhoria das condições de vida.

“Uma mulher nos disse que tudo o que ela deseja é que seu filho possa estudar. Eles estão destruindo pontes e impedindo todo tipo de desenvolvimento, deixando os moradores à mercê de suas permissões”, disse Plínio.

A CPI foi instaurada para que sejam prestadas informações sobre contratos e parcerias feitas com organizações não-governamentais entre 2002 e 2023, com objetivo principal de saber qual interesse destes financiamentos.

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