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Amazonas

Advogados vão acompanhar manifestação pró-democracia que acontece hoje em Manaus

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Foto: Divulgação/Bancada Ativista Foto: Divulgação/Bancada Ativista
Foto: Divulgação/Bancada Ativista

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Manaus/AM - Após protestos em algumas cidades do país, nesta terça-feira (2) chega a vez da capital amazonense receber,  a partir das 14h, na avenida Djalma Batista, em frente ao posto 700, uma mobilização pró-democracia.  Membros da sociedade civil organizada vão se unir contra os movimentos antidemocráticos, que incitam o ódio, o preconceito e o fascismo. Para evitar confrontos ou abuso de autoridade durante o protesto, um grupo de advogados de Manaus decidiu acompanhar o ato, com o objetivo de salvaguardar a segurança de quem for às ruas.

No documento enviado à Procuradora Geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Nascimento Albuquerque, o grupo pede a participação do Ministério Público do Amazonas (MPAM) para que sejam tomadas as medidas cabíveis no sentido de assegurar o controle externo da atividade policial, evitando ilegalidades e abuso de poder ou autoridade.

Além dos advogados, sociólogos, professores e demais categorias assinaram a petição pedindo que o Ministério Público envie promotores de Justiça para acompanharem o ato pacífico. A medida foi solicitada após ameaças nas redes sociais e registro de truculência policial nos demais estados brasileiros onde foram realizadas manifestações pró-democracia.

 

Ameaça

Em Manaus, houve ainda um registro de ameaça feita por parte de um militar. Em um post, o policial disse que estava com "as balas de borrachas preparadas" para o ato, deixando nas entrelinhas uma mensagem de abuso de poder, com a possibilidade de ataque a quem participar do movimento. A ameaça caiu como uma bomba e virou polêmica nas redes sociais.

 

Manifestação

O movimento, segundo os organizadores, é uma ação da população “contra os retrocessos sociais impostos pelo governo Bolsonaro e contra o genocídio da população pobre e negra no Brasil”. A morte do adolescente João Pedro, de 14 anos, no Rio de Janeiro, durante uma operação policial é uma das bandeiras do movimento, que também faz críticas as alusões aos nazismo e ao fascismo feitas pelo presidente Jair Bolsonaro.

Em Manaus, o ato é coordenado por integrantes do movimento Amazonas pela Democracia, que nasceu nas redes sociais.




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