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Cid volta a negar que vazou delação via Instagram e pede que STF investigue

Por Folha de São Paulo

25/06/2025 13h45 — em
Brasil


Foto: Reprodução/Youtube

SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (UOL/FOLHAPRESS) - O tenente-coronel e ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Mauro Cid negou em depoimento à PF (Polícia Federal) que tenha usado um perfil no Instagram para dar detalhes da sua delação ao advogado Eduardo Kuntz, que defende o coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro.

Cid voltou a negar ter usado o Instagram. Ele foi convocado pela PF para prestar depoimento nesta terça-feira (24). A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pela reportagem.

Perfil está ligado ao endereço [email protected]. Para criar uma conta no Instagram, o usuário precisa validá-la por e-mail. Na última segunda-feira, a Meta, dona da plataforma, finalizou, a pedido do STF, um ofício que mostra detalhes da propriedade da conta e os IPs dos aparelhos que a acessaram. O documento não contém as supostas conversas de Cid com Kuntz. 

Depoimento foi colhido após abertura de inquérito a pedido da defesa. Cid pediu, há duas semanas, que a titularidade do perfil fosse apurada. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes deu um prazo de 15 dias para que ele fosse ouvido pela Polícia Federal.

Há duas semanas, Cid já havia negado as conversas com o advogado. No interrogatório no STF, Celso Vilardi, advogado de Bolsonaro, perguntou se ele conhecia o perfil "gabrielar702" Cid respondeu que Gabriela é o nome da sua esposa, mas disse não saber se a conta era dela.

Nas conversas, Cid teria criticado a condução da delação premiada. Em mensagens divulgadas pela revista Veja, ele teria revelado a Kuntz medo de voltar à cadeia se denunciasse possíveis irregularidades no acordo e teria dito, por exemplo, que não usou a expressão "golpe" durante os depoimentos. Os áudios indicam que o termo foi atribuído a Cid pelos próprios investigadores.


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