TCU começa a investigar atuação do Banco Central no caso do Banco Master
O Tribunal de Contas da União (TCU) deu início, nesta sexta-feira (2), a uma inspeção detalhada sobre o processo de liquidação do Banco Master, conduzido pelo Banco Central. Segundo o presidente da Corte, Vital do Rêgo, a medida visa escrutinar o cronograma e os fundamentos técnicos que embasaram a decisão da autoridade monetária. Esse movimento surge como desdobramento de um pedido de explicações feito anteriormente pelo ministro Jhonatan de Jesus, provocando reações de entidades como a Febraban e a ABBC, que saíram em defesa da autonomia e dos procedimentos adotados pelo BC.
A intervenção no Banco Master ocorreu em novembro, motivada por sérios problemas de liquidez e violações recorrentes às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Na mesma ocasião, o cenário se agravou com a deflagração da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que resultou na prisão do proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, no momento em que ele tentava deixar o país. A investigação mira crimes bilionários e aponta para uma rede de irregularidades que transcende a saúde financeira da entidade, atingindo também a cúpula de outras instituições públicas.
Além do colapso do Master, o imbróglio jurídico alcançou o Banco de Brasília (BRB), resultando no afastamento temporário de seu presidente, Paulo Henrique Costa, por determinação judicial. A auditoria técnica do TCU agora busca mapear se houve omissão ou falhas na fiscalização do Banco Central antes do fechamento da instituição privada. O foco da Corte de Contas é garantir a transparência sobre como o regulador lidou com os indícios de fraude e garantir que a estabilidade do sistema financeiro não tenha sido colocada em risco por negligência administrativa.
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