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Quatro pessoas são presas pela PF durante operação contra contrabando de cigarro eletrônico em Manaus

Quatro pessoas são presas pela PF durante operação contra contrabando de cigarro eletrônico em Manaus
Quatro pessoas são presas pela PF durante operação contra contrabando de cigarro eletrônico em Manaus

Manaus/AM - A Polícia Federal prendeu em flagrante, na manhã de hoje (27), durante a “Operação Vapor Digital, quatro pessoas suspeitas de envolvimento com contrabando e venda ilegal de cigarros eletrônicos em Manaus.

Além das prisões, a PF apreendeu R$ 200 mil e uma grande quantidade de cigarros eletrônicos em endereços ligados aos alvos. 

Segundo o delegado Sávio Pinzon, além dos cigarros, na casa de um dos alvos foi encontrada uma plantação de maconha. “Também foram encontrados plantas de maconha e uma estufa com maconha e outros produtos derivados dela”. 

A operação conjunta com a Anvisa e a Receita Federal mira empresários e pessoas suspeitas de contrabando de vape, como é chamado o cigarro eletrônico e também da prática de lavagem de dinheiro.

Entre os alvos da operação estão tabacarias localizadas em shoppings e áreas nobres de Manaus, e também nas residências dos suspeitos. Todos os comércios tiveram as atividades suspensas por ordem judicial.

“A gente busca elementos que nos possibilitam entender o modo de entrada desse material aqui,  quem são os financiadores, quem são os fornecedores. Até porque o crime investigado não é apenas o contrabando, mas também a lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, crimes contra a ordem econômica e talvez de organização criminosa dependendo dos elementos que forem encontrados nos objetos apreendidos”, explica o delegado Thiago Monteiro.

A operação ainda está em andamento e os valores e objetos apreendidos ainda estão sendo contabilizados. O consumo de cigarro eletrônico é proibido pela Anvisa em todo o país e tem sido tratado como um problema de saúde pública, por conta dos efeitos devastadores que causa nos usuários.

A investigação continua e pode ter novos desdobramentos.

O produto é consumido principalmente entre os jovens e apesar da proibição, tem venda anunciada em diversas redes sociais.

“É papel da Receita Federal coibir a entrada e circulação de mercadorias estrangeiras proibidas como o cigarro eletrônico (...) E a Receita observou que esse comércio não está só ocorrendo de forma ostensiva em estabelecimentos comerciais, mas também por meio digitais como no Instagram e Facebook, o que dificulta muito a atuação do Estado”, diz Diego Antônio, auditor fiscal da Receita.

O delegado Thiago também ressalta que a maioria dos locais alvos da operação não só vendiam cigarros eletrônicos, narguilés e outros produtos proibidos, como também tinham espaços para consumo dos clientes, inclusive com a presença de menores.

“Durante o nosso trabalho de levantamento de informação, a gente observou que muitos desses espaços não somente vendiam, mas eram verdadeiros espaços de convivência onde o público-alvo eram jovens na faixa dos 16 e 17 anos. Tinham locais com sinucas, outros jogos e bebidas”. 

 

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