Polícia desvenda autoria de crimes pela internet cometidos contra empresária
Manaus/AM - Na manhã desta quinta-feira (10), policiais civis lotados no 22º Distrito Integrado de Polícia (DIP), cumpriram mandado de busca e apreensão de materiais eletrônicos utilizados para praticar, via internet, os crimes de injúria, ameaça, difamação e falsa identidade, em prejuízo à honra de uma empresária de 28 anos.
Coordenada pela delegada titular da unidade, Sylvia Laureana, a ação policial ocorreu na Rua Nova Olinda, bairro Coroado 3, zona Leste. De acordo com autoridade policial, as investigações duraram cerca de seis meses até a conclusão sobre a autoria dos crimes, apontada a Flávia Simões Rodrigues, 25.
Na ocasião, foram apreendidos um notebook com um carregador e um celular, pertencentes à autora, entre outros materiais. “A infratora utilizava um perfil falso chamado ‘Gabriel M. Telles’ para denegrir a imagem da vítima”, informou a delegada.
Sylvia Laureana detalhou os procedimentos adotados para localizar a responsável pelos delitos. “Solicitamos a uma operadora de telefonia, que fornece sinal de internet, o endereço do IP da máquina, ou seja, a identificação do computador de onde as postagens saíam. Com essa informação, foi possível encontrar o endereço da autora e, em seguida, representar o mandado de busca e apreensão”, relatou.
O porquê
Sobre a motivação dos crimes, Flávia disse, em depoimento, que a vítima havia alugado um imóvel de propriedade do pai da infratora, pelo valor de R$ 4 mil. “Após o fim do contrato de aluguel, a empresária a teria tratado de forma grosseira. Sentindo-se humilhada, Flávia decidiu se vingar utilizando a internet para atingi-la”, acrescentou a titular do 22º DIP.
A delegada reforçou ainda que casos como esse são cada vez mais frequentes. “Da mesma forma que vemos a evolução da internet para o bem, qualquer um pode usar um perfil falso para denegrir imagens, praticar pedofilia, estelionato emocional, entre outros crimes”, explicou.
Após a apreensão dos objetos, Flávia foi encaminhada à sede na sede da unidade policial, localizada na Rua Libertador, bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul, onde foi ouvida e depois liberada. Ela assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e responderá em liberdade pelos crimes de injúria, ameaça, difamação e falsa identidade.
O que fazer ao ser vítima desses crimes?
Segundo Sylvia Laureana, as vítimas desse tipo de crime devem procurar uma unidade policial, registrar um Boletim de Ocorrência (BO) e juntar o máximo de provas, como prints das páginas da rede social, para levar ao conhecimento da polícia.
“Todos os elementos serão fundamentais para iniciarmos uma investigação e chegarmos ao autor da postagem criminosa, que, na maioria das vezes, se esconde por trás de perfis falsos. Sabemos que a reparação à vítima nunca será proporcional ao dano causado, mas o crime não ficará impune”, finalizou Sylvia.
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