Defesa de investigadora nega ligação com núcleo político do CV no Amazonas
Manaus/AM - No desdobramento da operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas para investigar um suposto “núcleo político” ligado ao Comando Vermelho, a defesa da investigadora da Polícia Civil Anabela F. divulgou nota para esclarecer sua situação no caso. A servidora está entre os alvos da ação que apura crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e violação de sigilo funcional.
Segundo os advogados, Anabela não possui qualquer relação com organizações criminosas nem com os demais investigados. A defesa destaca que ela é advogada e policial civil concursada há quase 20 anos, com histórico funcional considerado idôneo, e que nunca respondeu a investigação ou processo criminal anteriormente.
De acordo com a nota, os esclarecimentos prestados pela servidora às autoridades dizem respeito exclusivamente à compra de passagens aéreas para fins pessoais em uma agência de viagens local. A defesa afirma que Anabela só tomou conhecimento de que a empresa é alvo da operação após a deflagração das medidas judiciais.
Os advogados sustentam que a transação foi realizada de forma regular, sem qualquer vínculo com o objeto central das investigações conduzidas no Amazonas e em outros estados. Eles reforçam que não houve benefício, favorecimento ou participação da policial em qualquer esquema ilícito investigado.
Por fim, a defesa repudiou o que classificou como tentativas de exploração midiática e política do caso. Em nota, afirmou que qualquer narrativa que associe a servidora ao suposto esquema criminoso representa distorção da verdade e antecipação de julgamento.
Veja nota na íntegra:
A defesa da Sra Anabela F. informa:
- Que ela não possui qualquer relação com organizações criminosas ou com qualquer um dos investigados. Anabela é advogada, servidora pública concursada há quase 20 anos como policial civil e com reconhecida idoneidade. Nunca foi investigada ou processada anteriormente por qualquer crime, nem mesmo relação com qualquer investigado.
- Os esclarecimentos que teve de prestar tratam de compra de passagens aéreas para fins pessoais em uma agência de viagens local, que somente agora soube ser alvo de investigação na operação Erga Omnis.
- Repudiamos qualquer tentativa de polemizar midiaticamente e para fins políticos o caso, uma vez que a policial não possui qualquer vínculo ou benefício com o objeto das investigações. Qualquer afirmação diferente disto se trata unicamente de distorção da verdade.
Dr. Raphael Grosso Filho
OAB/AM 15800
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