Fotos para rede social eram isca para empréstimos fraudulentos de R$ 500 mil em Manaus
Manaus/AM - A Polícia Civil do Amazonas, por meio do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), prendeu Hydala Cristina Cardoso de Souza, de 32 anos, nesta quarta-feira (28). A ex-gerente financeira é acusada de liderar um esquema de estelionato que desviou mais de R$ 500 mil de uma administradora de planos de saúde em Manaus.
O "Modus Operandi" da Fraude
Segundo o delegado Cícero Túlio, titular do 1º DIP, Hydala utilizava o cargo de confiança para falsificar documentos em nome dos sócios da empresa. Com isso, ela contraía dezenas de empréstimos, inclusive junto a agências públicas de fomento do Estado.
Para enganar os donos da empresa, a suspeita utilizava uma estratégia curiosa:
Publicidade de Fachada: Ela solicitava fotos da estrutura e do funcionamento da empresa, alegando que seriam usadas para publicidade em redes sociais.
Crédito Ilícito: Na realidade, as fotos eram usadas para instruir pedidos de crédito. Em um único caso, ela obteve R$ 100 mil de uma agência de fomento da região Norte.
Contas Fantasmas: O dinheiro era depositado em contas abertas indevidamente e depois repassado para terceiros.
A investigação começou no segundo semestre de 2025, após os gestores receberem cobranças de empréstimos que desconheciam. Na tarde de ontem, além da prisão de Hydala no bairro Santo Antônio, a polícia cumpriu:
7 mandados de busca e apreensão domiciliar;
7 medidas cautelares contra outros investigados;
Bloqueio de bens e ativos financeiros dos envolvidos.
"Identificamos suspeitos que operavam como intermediários para facilitar a liberação desses recursos públicos. As investigações continuam para verificar se houve facilitação interna nessas entidades", explicou o delegado Cícero Túlio.
Durante as buscas, computadores, celulares e documentos foram apreendidos e passarão por perícia. Hydala responderá por uma extensa lista de crimes: estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento público e lavagem de capitais.
A acusada passará por audiência de custódia e o inquérito será enviado à Justiça assim que a análise das provas for concluída.
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