Foto em rede social motivou morte de adolescente com 12 tiros no Parque 10, diz polícia
Manaus/AM - A polícia revelou que a morte do jovem Gabriel Negrão Oliveira, de 15 anos, foi motivada por uma foto postada em rede social. Segundo o delegado, o jovem foi morto por engano por publicar uma imagem onde aparece uma arma de brinquedo e ostentando um valor em dinheiro, que na verdade era o salário do pai.
O crime ocorreu no bairro da União, em dezembro do ano passado, após o menor ser confundido com membro de uma facção.
"A motivação desse crime seria porque ele teria exposto fotos na rede social ostentando um simulacro de arma de fogo, ou seja, uma arma de brinquedo, uma certa quantia em dinheiro que havia sido arrecadado pelo trabalho do pai no final de semana e uma facção rival entendeu que que se tratava de um sentinela de uma outra facção", diz o delegado Bruno Fraga.
Conforme Ricardo, Gabriel nunca teve envolvimento com o mundo do crime, mas tentou impressionar os colegas e acabou pagando com a vida.
"Esse adolescente não pertencia a nenhuma facção. Foi uma vítima inocente que por um deslize ou por uma intenção de mostrar que se tratava de, como a gente costuma vulgarmente dizer, de um bad boy, de um de um cria, de alguém que pertence ao crime para tentar de algum modo mostrar para os colegas, para os amigos esse tipo de conduta indevida, acabou chamando atenção de uma facção rival que tirou a vida desse rapaz", afirma o delegado Ricardo Cunha.
Gabriel foi morto enquanto estava a caminho de uma padaria para ir comprar um bolo para a mãe, mas essa não foi a primeira tentativa de Thaylon Wenzo Braga de Sousa, 25, o "Bolinha", e Phelipe Cabral de Castro, o “Coofe” de tirar a vida dele. No dia anterior, a mesma dupla já tinha atacado o jovem, mas ele conseguiu fugir.
"Infelizmente ele morava na região ali do Buritizal, uma região altamente dominada pelo tráfico de drogas, e a facção que domina aquela região aí decretou a sua morte. Já tentaram tirar a vida dele três dias antes e ele conseguiu fugir, mas sim infelizmente, ele não sobreviveu", destaca o delegado.
Thaylon foi preso nessa terça-feira (6), no bairro de Flores, e negou o crime, mas a polícia tem provas robustas da participação dele, inclusive com testemunhas oculares que o reconhecem com o quem conduzia a moto usada no crime.
"Ele nega o envolvimento, mas obviamente é de facção. Já existem regras dentro da facção que você não pode entregar seus irmãos, como eles costumam se tratar e ele nega esse crime, mas o inquérito está robusto, consistente. A sua motocicleta estava no local do crime, existem testemunhas oculares, como eu falei, foi em via pública. Muitas pessoas testemunharam esse crime, então é um crime que está que a gente considera elucidado", destaca.
Bolinha não tinha passagem pela polícia e agora vai responder por homicídio. O delegado Ricardo Cunha aproveitou a divulgação do caso para fazer um alerta aos pais e pedir que eles monitorem os filhos a fim de evitar que mais crimes como esse se repitam.
"Pais, amigos, monitorem as redes sociais dos seus entes, dos seus filhos, descubram com quem estão se relacionando, descubram com quem estão interagindo nas redes sociais, porque isso pode fazer a diferença entre o cometimento de um crime contra seu ente querido e a plena segurança da sua integridade física, da sua integridade psicológica".
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