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Sobre a dor que vai além de um puxão de Orelha


Por Raimundo de Holanda

08/02/2026 20h36 — em
Bastidores da Política


  • A violência contra um animal atinge mais do que ele. Fere a ideia de sociedade, de cuidado, de empatia. Uma comunidade que fecha os olhos para a crueldade começa, pouco a pouco, a perder sua humanidade.
  • O caso do cachorro Orelha deixa uma lição dura, mas necessária: evoluir não é apenas saber mais, é sentir mais. É aprender a conviver, respeitar e proteger quem é mais frágil.
  • Quando a dor vai além de um puxão de orelha, já não estamos falando de erro — estamos falando de barbárie.

Machucar um animal indefeso não é sinal de força, nem de autoridade. É sinal de falha profunda de valores. Quem agride quem não pode se defender mostra que algo essencial se perdeu: o respeito à vida. E esse respeito não depende de lei, ideologia ou opinião. É o mínimo para qualquer convivência civilizada.

Por isso, a comoção não é exagero. A indignação é justa. Quando as pessoas se manifestam, pedem investigação rápida e punição, estão dizendo algo simples: não aceitamos a maldade como algo normal. O silêncio, nesse caso, seria cumplicidade.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.