Dívida e golpes motivaram mortes de vigia e segurança achados carbonizados em Iranduba
Manaus/AM - A polícia revelou na manhã de hoje (30), que a cobrança de uma dívida e o envolvimento com um grupo de estelionatários motivaram o assassinado do segurança Bruno França Candido, 30, e do vigilante Emanoel de Jesus dos Santos Junior, 23, em Iranduba.
“Houve uma cobrança de uma dívida trabalhista de serviços supostamente prestados. Era um grupo voltado para a prática de crimes de estelionatos e a vítima estava cobrando o autor Felipe de pagamentos que ele deveria ter realizado (...) A Keronlayne e o Felipe tinham uma dívida com o Bruno e ele cobrava o casal, para que fossem feitos os pagamentos e nisso o casal se sentiu ameaçado e extorquido.”, diz o delegado Raul Neto.
Os dois homens estavam desaparecidos desde o fim de novembro e foram achados completamente carbonizados em um terreno no ramal do Lago do Limão, há poucos metros de um sítio que haviam alugado com os dois suspeitos do crime, o professor de artes marciais Felipe Oder Carlos Bezerra e de Keronlayne Duarte da Silva de Vasconcelos, ambos de 30 anos.
“Eles alugaram um sítio sobre a promessa de que montariam uma empresa, o Felipe atuava como chefe de segurança e houve um desentendimento do Felipe com o Bruno e o Felipe fala com Keronlayne para que ela chame Bruno, porque eles eram muito amigos, para o local do homicídio. Chegando lá houve outro desentendimento entre eles e o Felipe era mestre de artes marciais, tinha curso inclusive de socorrista, entra em luta corporal, ele imobiliza o Bruno e dá duas facadas no pescoço da vítima”.
Emanoel, que também estava no local desde o dia 27 de novembro, entrou em confronto com Felipe ao presenciar o assassinato de Bruno, mas também acabou morto.
Após os crimes, Felipe decidiu ocultar os corpos e como conheciam técnicas precisas, ele levou os corpos para outra área e os carbonizou até que só restassem pequenos fragmentos mínimos das vítimas.
“Ele carrega os dois corpos para um local lá nas proximidades de 30 metros na mata, ele passa o dia tocando fogo carbonizando os corpos e os restos mortais que sobraram ele coloca dentro de um saco e descarta no lixo (...) A Keronlayne fez a famosa “casinha”, porque era amiga pessoal do Bruno e atraiu ele para o local e ela também participou limpando tentando alterar a cena do crime”, diz Raul.
Os crimes só foram descobertos porque a polícia conseguiu rastrear por meio de câmeras os últimos passos de Emanoel e descobriu o encontro dele com Keronlayne. Após a polícia chegar à mulher e ao professor e prendê-los no fim de semana, eles confessaram o crime e indicaram onde estavam os restos mortais do segurança e do vigia.
Os mesmos foram encontrados pela perícia com a ajuda de cães farejadores e agora o casal vai responder por duplo homicídio e ocultação de cadáver.
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