Blogueira e amiga eram responsáveis por guardar armas para facção, diz polícia
Manaus/AM - Durante uma investigação acerca das duas suspeitas Bárbara Santos e Carla Priscila, a polícia encontrou indícios de que ambas são responsáveis por guardar materiais ilícitos, entre eles armas de fogo, para uma organização criminosa que atua na região metropolitana de Manaus. A dupla passou a ser alvo da polícia após aparecer em um vídeo dançando com armas nas mãos.
Segundo o delegado Cícero Túlio, titular do 1º Distrito Integrado de Polícia, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (30), a primeira suspeita a ter mandado de prisão temporária cumprido foi Bárbara, que estava em uma academia se exercitando e não reagiu à abordagem dos policiais civis. A mulher aparece em um vídeo publicado nas redes sociais, dançando com uma arma em punho.
“No momento de sua prisão ela [Bárbara] não demonstrou qualquer surpresa. A partir desse último final de semana passamos a receber diversas denúncias, que apontavam para a participação delas, tanto a Bárbara quanto a Carla Priscila, em uma organização criminosa, sobretudo com a função de guardar essas armas de fogo. Determinamos que as equipes caíssem em campo onde foi possível identificar que a outra colega dela [Carla], que se encontra na condição de foragida, mantém um relacionamento junto com o narcotraficante que já foi preso diversas vezes na região metropolitana de Manaus”, explicou.
Segundo Cícero, as investigações apontaram que as mulheres tinham a função de guardar os materiais ilícitos para organizações criminosas. Um terceiro suspeito, identificado como Jeferson Ruan, também está com mandado de prisão expedido.
“Os levantamentos iniciais dão conta de que essas armas de fogo são de integrantes de uma facção criminosa que opera aqui na região metropolitana de Manaus, e que elas [Bárbara e Carla] teriam sido cooptadas por essa facção criminosa, justamente a partir do pedido da amiga da Bárbara Santos, com a função exclusiva de manter essas armas sob sua guarda”, detalhou.
Terceiro envolvido - Conforme Cícero Túlio, o suspeito identificado como Jeferson Ruan já possui uma extensa ficha na polícia por diversos crimes. A sua localização, até o momento, ainda é incerta.
"O Jeferson Ruan, conhecido pela alcunha de "Ruan Cagão", é um velho conhecido da Polícia Civil e dos órgão de segurança pública, ele tem dezenas de procedimentos policiais e judiciais em razão de diversos crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, associação criminosa, porte de arma de fogo de uso restrito, homicídio qualificado e roubo, e mais uma vez se encontra no radar da polícia", disse o delegado Cícero Túlio.
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