Acusados de matar palestino com gargalo de garrafa em Manaus vão a júri popular
Manaus/AM - A Justiça decidiu que Bruno da Silva Gomes e Robson Silva Nava Júnior serão julgados pelo Tribunal do Júri Popular pela morte de Mohamad Manasrah, de 20 anos, e pela tentativa de homicídio contra o irmão dele, Ismail Manasrah. O crime aconteceu em 8 de fevereiro deste ano, na saída de uma casa noturna no conjunto Vieiralves, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul de Manaus.
Segundo o Ministério Público, os acusados usaram um gargalo de garrafa para atacar as vítimas após uma discussão dentro do estabelecimento. A investigação aponta que Bruno teria se escondido entre carros para surpreender Mohamad, enquanto Robson distraiu o grupo para evitar que escapassem. Mohamad morreu no ataque, e o irmão sobreviveu com ferimentos.
Durante a fase de instrução, foram ouvidas testemunhas, a vítima sobrevivente e um dos acusados. Robson não compareceu a algumas audiências e foi declarado revel. O juiz responsável considerou que existem provas suficientes para levar o caso ao júri, mas destacou que a responsabilidade dos réus só será analisada em julgamento.
Os dois permanecem presos preventivamente desde março, em razão da gravidade do crime e para garantir a continuidade do processo. A decisão também ressaltou que a prisão é necessária para assegurar a ordem pública diante do impacto do caso.
A defesa dos acusados ainda não se manifestou, e os réus podem recorrer da decisão antes que a data do júri popular seja marcada. Até o momento, não há previsão para o julgamento.
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