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Ipaam age contra pesca ilegal

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No primeiro dia do Defeso das espécies de pescado em período de reprodução no Amazonas, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) divulga o relatório de fiscalização da Operação Vendaval realizada entre os dia 14 e 28 de setembro no interior e entorno da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, no médio Solimões, na qual foram apreendidas mais de 2 toneladas de pirarucus, desobedecendo a proibição de pesca desta espécie durante todo o ano.

 
Denominada Operação Vendaval por causa de fortes ventos que por três vezes quase viraram o barco usado no deslocamento pelos rios e lagos, a equipe partiu de Manaus no dia 14 de setembro em direção à base flutuante da Reserva Mamirauá no município de Uarini, seguindo depois pelo Rio Juruá até Maraã, depois pelo rio Aranapu até o Rio Solimões. “Toda embarcação que encontrávamos era abordada, até motor rabeta”, comentou Renato Carlos, técnico da gerência de controle de pesca do IPAAM que divulgou o relatório da Operação, ao lado do fiscal Clemerson de Sales.

 
A Operação foi realizada por meio de parceria multinstitucional, formada por 16 membros, sendo dois fiscais do IPAAM, 3 Policiais Militares de Tefé, um representante do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc) de Tefé, quatro representantes do Instituto Mamirauá, três tripulantes, um cozinheiro,  mais dois agentes ambientais voluntários da RDS.  

 
Um saldo de mais de três toneladas de pescado foram apreendidos entre barcos, canoas e escondido no interior das matas. Desse total, 2.438 quilos de mantas de pirarucu seco, 460 quilos de mantas de pirarucu fresco, 51 quilos de pirarucus inteiros e 385 quilos de tambaqui.


Ainda foram encontrados mortos 6 patos silvestres, um marreco, duas pacas, uma capivara com 30 quilos de carne, um mutum, mais 30 quelônios (iaças e tracajás) vivos, 262 ovos de quelônios e 625 quilos de sal para salga do pescado.

 
A equipe constatou que a principal motivação para a caça e pesca clandestinas é o mercado comprador crescente. Segundo os integrantes, barcos de vários municípios entram na RDS sem autorização para retirar os recursos pesqueiros e exemplares da fauna com forte apelo comercial como os quelônios.

 
Renato Carlos disse que lhe causou muita tristeza encontrar um peixe-boi filhote, de um metro e meio, já morto, com as marcas do arpão na cabeça. “Era o que eu não queria ter encontrado. Um bicho inofensivo, em extinção, morto para ser usado como isca na pesca da piracatinga. Morreu com finalidade comercial”

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