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Modernidade e acessibilidade

Restauro da Biblioteca Municipal de Manaus tem 20% das obras concluídas

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Foto: Altemar Alcântara / Semcom

Manaus/AM - As obras da Prefeitura de Manaus em homenagem aos 350 anos da capital seguem intensas em vários pontos. Além de recapeamento, os serviços beneficiam outras áreas prioritárias, como o resgate urbanístico do centro histórico. A Biblioteca Municipal João Bosco Evangelista, situada na esquina da rua Monsenhor Coutinho com a praça Antônio Bittencourt, alcançou esta semana mais de 20% das obras concluídas.

O restauro e reforma da Biblioteca Municipal resgata características arquitetônicas do prédio, que terá adaptação ao ar moderno do século 21, incluindo sala de projeção, área de acervo em braile, um café box para atendimento aos frequentadores e itens específicos de acessibilidade, como elevador, piso tátil e banheiros para Pessoas Com Deficiência (PCDs).

“Em vários cenários de antigamente, fizemos pesquisas iconográficas do imóvel, trazendo assim a originalidade do local. Por se tratar de um restauro, temos que cuidar de vários aspectos da história, assim aproveitando as peças antigas e substituindo apenas o que não é possível de ser reaproveitado”, explica o coordenador técnico do ”Manaus Histórica”, Daniel Herszon.

A previsão de entrega da biblioteca é de 10 meses, para o primeiro semestre de 2020. A empresa Biapó Construtora faz a execução da reforma e restauro, tendo sido a vencedora da licitação. Com foco em restaurações artísticas, a Biapó tem preocupação com o humano e a história presentes nas cidades onde atua.

História 

O prédio datado do início do século 20 é um sobrado de características arquitetônicas ecléticas, quando Manaus experimentou o apogeu do ciclo da borracha. No edifício, durante muitos anos, ficou sediada a “Liverpool School of Tropical Medicine”, instituição fundada em 1898 e primeira no mundo dedicada à pesquisa e ao ensino em medicina tropical. Ao longo do restante do século 20, após o fechamento da escola, o edifício esteve em propriedade de particulares. No final da década de 70 e início dos anos 80, nele funcionou uma lanchonete e botequim bastante frequentado, o Pinguim. 

Em 1995, o prédio foi desapropriado pela Prefeitura de Manaus. A Biblioteca Pública Municipal teve a sua primeira sede na avenida Joaquim Nabuco, passando a ocupar o endereço na rua Monsenhor Coutinho em 1997. A biblioteca tem o nome do professor, escritor e poeta João Bosco Evangelista (1938-1973), que foi um dos célebres fundadores do “Clube da Madrugada”.

O imóvel foi devidamente recuperado e adaptado para receber o acervo vasto amazônico, periódicos, entre jornais e revistas, e documentos especiais, como obras raras datadas do século 17. O prédio-sobrado foi fechado para reforma em agosto de 2011 e seu acervo abrigado, temporariamente, na Casa do Restauro, na rua Costa Azevedo. A biblioteca é vinculada à Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e integra o Sistema Nacional de Bibliotecas.

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