Erfan Soltani é libertado sob fiança após quase ser enforcado no Irã
Erfan Soltani, jovem iraniano de 26 anos que havia sido preso durante protestos contra o regime e corria risco de execução, foi libertado sob fiança no último fim de semana. A soltura ocorreu após intensa pressão internacional e denúncias de organizações de direitos humanos sobre a possibilidade de ele ser decapitado.
Soltani foi detido em 8 de janeiro de 2026 na cidade de Karaj, próxima a Teerã, acusado de “propaganda contra o regime” e “conspiração contra a segurança interna”. Organizações como a Hengaw denunciaram que havia risco iminente de execução, o que mobilizou entidades internacionais e governos estrangeiros.
O jovem foi solto no sábado, 31 de janeiro, mediante pagamento de fiança estimada em US$ 12.600. Segundo seu advogado, Amir Mousakhani, Soltani recebeu de volta seus pertences pessoais, incluindo o celular, e aguarda o andamento do processo em liberdade. A mídia estatal iraniana confirmou a libertação, mas não detalhou as condições do processo.
O caso ganhou destaque após denúncias de que Soltani poderia ser enforcado, o que gerou forte reação de grupos de direitos humanos e do governo dos Estados Unidos. Autoridades iranianas classificaram as notícias sobre execução iminente como “fabricadas”, mas não negaram as acusações contra o jovem.
A libertação é vista como resultado da pressão externa, embora Soltani ainda responda às acusações e possa voltar a ser julgado. As manifestações que levaram à prisão de Soltani começaram no fim de dezembro de 2025, motivadas pela crise econômica, inflação elevada e aumento do custo de vida no Irã.
A repressão foi intensa, com centenas de prisões e relatos de violência contra manifestantes. A soltura de Erfan Soltani não encerra o caso: ele segue sob investigação e pode enfrentar novo julgamento, mantendo a atenção internacional sobre violações de direitos humanos no país.
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