Portugueses votam em segundo turno histórico para escolher novo presidente
Os portugueses vão às urnas neste domingo (8/2) para um segundo turno histórico das eleições presidenciais de 2026, o primeiro em 40 anos. A disputa é entre António José Seguro, candidato de centro-esquerda apoiado pelo Partido Socialista (PS), e André Ventura, líder do Chega, partido de extrema-direita.
No primeiro turno, realizado em 18 de janeiro, Seguro obteve 31,1% dos votos (1.755.563), enquanto Ventura ficou com 23,5% (1.327.021). Cerca de 11 milhões de eleitores estão recenseados para escolher o próximo presidente, incluindo mais de 1,7 milhão de portugueses residentes no exterior. Pesquisas recentes indicam vantagem significativa para António José Seguro, que aparece com cerca de 70% das intenções de voto, contra 33% de Ventura.
Seguro, de 63 anos, é economista, ex-deputado da Assembleia da República e do Parlamento Europeu, além de ter sido secretário-geral do PS entre 2011 e 2014. Ventura, de 43 anos, é advogado e deputado, conhecido por seu discurso populista e pela ascensão do Chega como força política de extrema-direita no Parlamento.
Embora o presidente em Portugal não seja chefe de governo, ele possui poderes relevantes, como dissolver o Parlamento e convocar novas eleições, o que torna o cargo estratégico no equilíbrio político do país. O resultado final deve ser divulgado ainda neste domingo, após o encerramento das urnas.
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