Ataque a multidão faminta em Gaza deixa mais de 50 palestinos mortos
Mais de 50 palestinos que aguardavam por alimentos morreram hoje (17) em um dos ataques mais sangrentos registrados até agora na região. Tanques israelenses abriram fogo contra uma multidão que tentava obter ajuda humanitária em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza.
Muitas vítimas morreram no local do incidente, enquanto outras foram levadas às pressas para o Hospital Nasser. Com as enfermarias superlotadas, a equipe médica foi forçada a acomodar feridos no chão.
Em um comunicado, o exército israelense reconheceu ter efetuado disparos na área e afirmou que está investigando o ocorrido. O ataque de hoje é o mais recente em uma série de incidentes quase diários de mortes em massa de palestinos que buscam assistência humanitária.
Paralelamente aos acontecimentos, a Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas sobre o Território Palestino Ocupado apresentou hoje um relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Segundo a comissão, Israel cometeu crimes contra a humanidade, incluindo extermínio, ao matar civis que se abrigavam em escolas e locais religiosos em Gaza. O relatório aponta que o objetivo é a "destruição da vida no território".
O documento também afirma que, ao longo de um ano e oito meses de conflito, Israel destruiu mais de 90% das escolas e universidades e mais da metade de todos os locais religiosos e culturais em Gaza.
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