Início Mundo China se distancia da questão da Groenlândia, mas alerta contra dependência dos EUA
Mundo

China se distancia da questão da Groenlândia, mas alerta contra dependência dos EUA

Reuters
China se distancia da questão da Groenlândia, mas alerta contra dependência dos EUA
China se distancia da questão da Groenlândia, mas alerta contra dependência dos EUA

PEQUIM, 21 Jan (Reuters) - A China rejeitou nesta quarta-feira especulação de que competiria por influência no Ocidente, no momento em que a tentativa dos EUA de assumir o controle da Groenlândia ameaça remodelar a dinâmica de poder de uma aliança de segurança transatlântica de décadas.

A ambição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tirar da Dinamarca a soberania sobre a Groenlândia abalou os membros da Otan e fez com que a Europa repensasse sua tradicional dependência de segurança dos Estados Unidos.

Ao ser questionado se Pequim saudava o "caos" em relação à Groenlândia, Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse em uma coletiva de imprensa: "Não temos intenção de competir por influência com nenhum país, nem jamais faríamos isso".

Trump também ameaçou impor tarifas comerciais à Europa se ela resistir à sua exigência de adquirir a ilha do Ártico.

A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, advertiu que as tarifas transatlânticas favoreceriam a China e a Rússia, que se beneficiariam das "divisões entre os aliados".

"Nós nos envolvemos em intercâmbios amigáveis com todas as nações com base no respeito mútuo e na igualdade, e continuamos comprometidos em ser uma força positiva, estabilizadora e construtiva", disse Guo.

No entanto, a mídia estatal chinesa não se conteve em comentários esta semana, pedindo à Europa que reavalie sua dependência dos Estados Unidos para a segurança.

A Europa tornou-se excessivamente dependente dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que deixou de lado a cooperação com parceiros como a China e a Rússia, disse o tabloide Global Times, apoiado pelo Partido Comunista, em um editorial.

"A situação ressalta a necessidade de a Europa revisar a natureza das relações transatlânticas e reduzir sua dependência dos Estados Unidos como um pilar de apoio à sua segurança", acrescentou um editorial do estatal China Daily.

(Reportagem de Liz Lee e Ryan Woo)

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!